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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Deficiência e Desenvolvimento são temas na Rio+20, a conferência mais acessível da história da ONU

Forum paralelo foi no domingo, dia 17, e contou com representantes da ONU



Regina Atalla, presidente da Riadis; Dra. Linamara; o Secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, de São Paulo; e ao fundo, à esquerda, de camisa branca e cavanhaque, Arnaud Peral, do PNUD/ONU


Só quem participa de um evento do porte e envergadura da Rio+20 é capaz de sentir e entender a importância e dimensão de um encontro dessa natureza. E se a essa natureza soma-se um espaço voltado especificamente para as questões das pessoas com deficiência, então é possível associar a essência do desenvolvimento sustentável à inclusão social e conceber um planeta de fato inclusivo.
O Fórum Paralelo "Promovendo o Desenvolvimento Inclusivo para um Futuro Sustentável" aconteceu no domingo, 17 de junho, no Rio de Janeiro e foi um largo passo no sentido de incluir a temática dos direitos da pessoa com deficiência na agenda de sustentabilidade nacional e internacional. Na Agenda da Rio+20, formada por centenas de temas voltados à sustentabilidade do planeta e desenvolvimento inclusivo este foi o único Fórum - proposto pelo Governo do Estado de São Paulo - a tratar exclusivamente sobre “deficiência e sustentabilidade”.
Participaram a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo (SEDPcD), Dra. Linamara Rizzo Battistella; o Secretário Adjunto da SEDPcD, Marco Antonio Pellegrini; a presidente da Rede Latino Americana de Organizações Não-Governamentais de Pessoas com Deficiência e suas Famílias (RIADIS), Regina Atalla; a professora da UFRJ e consultora de Acessibilidade e Inclusão do O Comitê Nacional de Organização (CNO), Dra. Izabel Maior e o representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Arnaud Peral, do PNUD.
O CNO criou uma Coordenação de Acessibilidade e Inclusão, formada por servidores do Itamaraty e consultores especialistas na área, entre as quais a própria Izabel Maior, que convidou a arquiteta da UFRJ, Regina Cohen para compor sua equipe. O trabalho da equipe resultou em uma Rio+20 com arenas dispondo de recursos de acessibilidade em seus auditórios, tanto no Riocentro como no Parque dos Atletas, onde ocorreu o Fórum sobre Desenvolvimento Inclusivo; intervenções arquitetônicas; orientação acessível aos expositores e visitantes; material em braile; intérprete de Língua de Sinais - Brasileira e Internacional; além de voluntários capacitados e pontos de informação com tablets acessíveis. O recurso de audiodescrição oferecido na conferência foi em três idiomas: inglês, espanhol e português, inédito em evento deste porte.
“Houve garantia de espaços acessíveis, configurando-se na conferência mais acessível da história das Nações Unidas”, ressaltou Izabel Maior. Entre os voluntários com conhecimento de Libras e capacitados para orientar e auxiliar pessoas com deficiência, cerca de 50 têm algum tipo de deficiência, sendo 12 com deficiência intelectual.
“A Rio+20 não é uma conferência específica para os direitos das pessoas com deficiência, daí a importância que tem ao prover os recursos de acessibilidade e dar visibilidade à participação de todas as pessoas no debate do desenvolvimento sustentável, com seus pilares econômico, social e ambiental”, destacou Izabel.
A primeira vitória já se pode comemorar, traduzida na frase de Magnus Olafsson, diretor de logística das conferências da ONU: “A partir do projeto brasileiro de acessibilidade e de sua execução para a Rio+20, a ONU passará a adotar novos parâmetros de acessibilidade em suas conferências”.
“Vou levar à ONU a importância do tema ‘deficiência e desenvolvimento sustentável e inclusivo’”, destacou Arnaud Peral, do PNUD.
A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, entende a acessibilidade como fator primordial não só em eventos, mas na vida das pessoas com deficiência, que não representam uma “minoria” já que contam 1 bilhão no mundo. E por entender essa importância considera que a ONU faz história e estabelece um divisor de águas ao incluir as pessoas com deficiência na pauta da sustentabilidade e desenvolvimento inclusivo. “Porque direitos humanos são de todos os humanos, independente de cor, sexo, opção política ou idade, e a deficiência pode ser inerente a todas as pessoas, a qualquer tempo”, destaca.
O Fórum foi coordenado por Cid Torquato, da Coordenadoria de Relações Institucionais da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e contou também com a presença do presidente do CEAPcD - Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência, Wanderley Marques de Assis, a deputada federal Mara Gabrilli; a professora Gilka Gattás, da Faculdade de Medicina da USP, o presidente do Conade, Moises Bauer; e o ex-deputado e atual Secretário de Estado do Meio Ambiente, Bruno Covas, entre outros. Finalizando o Fórum, os participantes reuniram-se no estande do Governo do Estado de São Paulo para celebrar “a conferência mais acessível de todos os tempos”, a Rio+20.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Sustentabilidade e Deficiência - Criação de empregos em uma economia verde.

SUDI 2012 Conference

Sustainability & Disability: Creating Jobs in a Green Economy

June 12-13, 2012
Manaus, State of Amazonas, Brazil

  • Conference Chair:
    • Professor Raul Gouvea, UNM, Albuquerque, New Mexico, USA
  • Brazilian SUDI Coordinators
    • Regina Cohen, Ph.D., Coordinator Nucleo Pro-Acesso, UFRJ
    • Cristiane Rose de Siqueira Duarte, Ph.D., Coordinator Nucleo Pro-Acesso
    • Izabel Madeira de Loureiro Maior, Ph.D, Medicine Professor UFRJ

CONFERÊNCIA SUDI 2012

Sustentabilidade & Acessibilidade
Tema: "Criação de empregos em uma economia verde."

Apresentação

A Economia Verde vai criar um ponto de inflexão na economia global, levando a uma nova geração de produtos verdes, serviços, tecnologias e inovações. A fabricação verde, serviço, agricultura e as economias vão exigir o desenvolvimento de novas competências, resultando na necessidade de treinamento e formação educacional. A reestruturação para a economia verde também exigirá uma redistribuição em grande escala de postos de trabalho nas indústrias. Empregos verdes serão gerados para oferecer produtos, serviços, tecnologias e inovações, exigindo a formação de novos empregos e qualificação profissional. Como resultado, o emprego profissional também deve aumentar. Assim, construir uma economia verde, inclusiva para gerar empregos para trabalhadores com deficiencia , ou para grupos minoritários, e criar oportunidades para tirar as pessoas da pobreza, propiciando geração de emprego e renda promovendo uma auto-suficiência econômica, constitui um dos principais desafios que permeiam a Iniciativa da Economia Verde.

TÓPICOS DA CONFERÊNCIA:

 Oportunidades, desafios e barreiras que enfrentam as pessoas com deficiencia na nova economia verde.
 Educação, formação, necessidades profissionais para a economia verde, como eles podem ser adaptados para pessoas com deficiencia.
 Projetar programas de treinamento e oportunidades de emprego nas áreas ambiental, cultural, social e esportiva.
 Garantir que pessoas com deficiencia sejam capazes de beneficiar a economia verde: a concepção de parcerias estratégicas com diferentes segmentos da sociedade, ambiente político e empresarial.
 Criação de incentivos, políticas e práticas para aumentar a participação na economia verde.
 O papel do governo, setor privado, universidades, ONGs e organizações multilaterais na criação de oportunidades para pessoas com deficiencia em uma economia verde.
 Formulação de políticas para lidar com questões de deficiência nas comunidades indigenas.
 Desenho de estratégias de aquisição verde no governo e setor privado a incluir as empresas de propriedade de profissionais com deficiencia.
 Acesso universal e estratégias de desenho universal em uma economia verde.
 Cidades verdes e infraestrutura verde: planejamento e resposta.
 Redução da pobreza em um contexto de economia verde.
 Sustentabilidade ambiental.
 Desenvolvimento econômico e social.
 Micro financiamento, empreendedorismo verde para empresarios com deficiencia.
 Oportunidades e desafios para indígenas com deficiencia na economia verde.
 Turismo inclusivo .
 Copa do Mundo, sports, e pessoas com deficiencia.

OBJETIVO GERAL:

O objetivo da Conferência Internacional SUDI 2012 SUSTAINABILITY & DISABILITY Sustentabilidade & Acessibilidade é o de abordar as exigências de mercado em uma Economia Verde e as oportunidades que serão geradas, a partir de serviços, tecnologias e inovações.
Esperamos permitir que os participantes, além de oportunidades de negócios sustentáveis, encontrem soluções de problemas para acesso ao mercado de trabalho.

OBJETIVO ESPECÍFICO:

Fazer do evento uma contribuição para o desenvolvimento econômico sustentável da Região Amazônica. A SUDI irá promover uma rede de contatos entre empreendedores, acadêmicos, comunidades, ONGs e Governo , gerando sinergias sociais e econômicas, visando a criação de um ambiente inclusivo para trabalhadores com deficiencias.

FONTE: http://sudi.mgt.unm.edu/

terça-feira, 11 de maio de 2010

As ONGs e a Sustentabilidade

Está acontecendo, nos bastidores da vida social e política brasileira, uma crise silenciosa, profunda e perversa, na qual a democracia só tem a perder. No centro: as ONGs brasileiras, cuja sustentabilidade está diretamente afetada e ameaçada.
As primeiras entidades a se autodenominarem de organizações não-governamentais no Brasil surgiram no período da Ditadura Militar e se multiplicaram nas décadas seguintes. Muitas delas contribuíram significativamente para o processo de redemocratização do país, dando sentido aos termos cidadania, educação popular, participação política e direitos humanos. Lançaram luzes sobre grandes questões de violação de direitos, e fortaleceram as vozes de múltiplos segmentos excluídos da sociedade que passaram a se expressar como sujeitos (e não mais objetos) de direitos; estimularam então a criação e estruturação de redes; introduziram tecnologias sociais e ambientais inovadoras... 
O que seria, por exemplo, da Bahia e da sua dinâmica social e política, se não tivessem ocorrido ações de ONGs como a Cese no apoio a pequenos projetos, o Gapa-Ba no combate ao HIV/AIDS, o Sasop no campo da segurança alimentar, o Cria na abordagem da arte-educação, o Instituto Steve Biko, no acesso dos negros à universidade, a Vida Brasil na promoção da acessibilidade, o Cecup na articulação em torno dos direitos da criança e do adolescente, a Cipó na disseminação da educomunicação, a Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais na assessoria aos movimentos do campo ou ainda o Gamba na promoção de uma sociedade ambientalmente sustentável? Isso sem falar de numerosas entidades que, como elas, não só contribuíram para melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas, mas também têm se aliado às vozes de movimentos populares para defender a legitimidade dos direitos humanos, sociais, econômicos, culturais e ambientais de segmentos excluídos, contestando, muitas vezes, a pretendida legalidade do Estado utilizada em prol dos interesses das classes dominantes. Sem elas, sem dúvida, viveríamos numa sociedade menos justa e menos equiparada para enfrentar as desigualdades sociais...
Quase todas as organizações desse campo, voltadas para o fortalecimento da democracia e a defesa dos direitos, hoje enfrentam grandes dificuldades para se manter. Pesquisa da ABONG- Associação Brasileira de ONGs, revela que 92% das suas associadas sofreram um corte de mais de 30% do seu orçamento entre 2004 e 2008, e 42% mais de 50% de redução! Essa situação prossegue, decorrendo em parte da retirada nesta década da cooperação internacional, que exercia até então um papel preponderante no financiamento, inclusive institucional, dessas organizações. Diante da imagem de país emergente capaz de financiar suas políticas sociais, as agências internacionais de desenvolvimento deslocaram-se para outras áreas do mundo mais pobres e julgadas prioritárias. É esquecer que o Brasil é tão rico quanto pobre e desigual. E que as condições internas ainda não foram dadas para que a sociedade civil brasileira possa exercer seu papel de controle social com autonomia. 
A maior lacuna é de uma legislação que possa ampliar o conceito de interesse público e regulamente o acesso aos fundos públicos com base em critérios transparentes e democráticos. A sua ausência reduz o papel das ONGs à execução de políticas governamentais, em condições extremamente restritivas: regras na administração dos financiamentos similares à da economia de mercado, burocracia e demora no repasse de recursos, ausência de apoio institucional... Favorece ainda o desvio de recursos públicos por governantes que incentivam a criação de organizações fictícias, e acaba manchando a imagem de organizações sérias e comprometidas com a transformação social. 
São muitos os desafios para as ONGs brasileiras: evidenciar para sociedade que o interesse público ultrapassa o interesse governamental; para a mídia que o papel das organizações não é só social e de assistência e para o setor empresarial que responsabilidade social não é o mesmo que marketing social... 

Damien Hazard, economista, coordenador da ONG Vida Brasil (unidade Salvador), e membro da direção executiva da Associação Brasileira de ONGs (ABONG)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

FIS - FORUM DE INVESTIDORES SOCIAIS

A Perspectiva urbana da sustentabilidade, com Oded Grajew

DATA: 20/10/2009 (terça-feira)
Horário: 17h (excepcionalmente)
Local: FIEMG Trade Center
Rua Timbiras, 1.200 - 2º andar - Funcionários - Belo Horizonte - MG
(ao lado da Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem)
RSVP: (031)228-1750 ou pelo email comunicacao@institutohr.org.br
No caso de impossibilidade de comparecimento gentileza informar nos telefones acima
VAGAS LIMITADAS