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sábado, 6 de novembro de 2010

Fertilização in vitro pode elevar risco de paralisia cerebral, sugere pesquisa

BBC News

Problemas de fertilidade dos pais não explicam por que os bebês nascidos após tratamento de fertilização in vitro enfrentam maior risco de paralisia cerebral, informaram cientistas dinamarqueses. A informação foi publicada no site da "BBC News" nesta quarta-feira.
A Universidade de Aarhus descobriu que bebês de casais que se esforçaram para conceber naturalmente tiveram riscos semelhantes em comparação àqueles que engravidaram rapidamente.
Mas eles descobriram que o risco dobrou em bebês nascidos após fertilização in vitro.
Outras causas potenciais, como o próprio tratamento, devem ser investigadas, afirmaram os cientistas.
Especialistas britânicos disseram que, apesar do baixo risco, a questão precisa ser levado a sério.
A segurança da fertilização in vitro e de outros tratamentos de fertilidade similares foi examinada de perto desde o primeiro bebê de proveta na década de 1970.
Conforme aumenta o número de bebês por fertilização in vitro, as atenções iniciais sobre problemas de desenvolvimento desaparecem, mas ainda há preocupações sobre a maior taxa de paralisia cerebral.
Existem explicações possíveis, incluindo o risco elevado de complicações em gestações múltiplas, que recentemente são muito mais frequentes.
Médicos ainda suspeitam que as razões que causam a infertilidade podem estar relacionadas, mas as últimas pesquisas lançam dúvidas sobre isso.

PROBLEMA

A equipe analisou um banco de dados nacional de informação médica de milhares de gravidezes e partos, segundo a revista científica "Human Reproduction".
Eles compararam as taxas da condição em bebês pelo tempo que as mães levaram para engravidar a partir da primeira tentativa.
Esse tempo é usado como uma forma de avaliar a fertilidade --mais de um ano para conceber pode indicar algum tipo de problema, ainda que não grave o suficiente para evitar a gravidez completamente.
Quando as mães que conceberam rapidamente foram comparadas àquelas que levaram mais de um ano, não houve diferença significativa na taxa de paralisia cerebral.
No entanto, um grupo de bebês nascidos após a fertilização in vitro ou outro procedimento --no qual o esperma é injetado diretamente no óvulo-- tinha aproximadamente o dobro do risco de desenvolver paralisia cerebral em comparação aos concebidos rapidamente.
O risco global não era elevado --aproximadamente uma em cada 176 bebês nascidos-- embora isso represente um número significativo se comparado aos 12.000 bebês nascidos após técnicas de fertilização in vitro a cada ano no Reino Unido
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Partos prematuros ou tardios podem elevar risco de paralisia cerebral

Bebês nascidos um pouco antes ou depois do prazo têm maior risco de paralisia cerebral, segundo um novo estudo com cerca de 1,7 milhão de crianças norueguesas publicado na última edição da revista científica Journal of the American Medical Association.

"É importante ressaltar que o risco absoluto ainda é muito baixo, e a grande maioria das crianças que nascem antes ou depois de 40 semanas não desenvolve a paralisia cerebral", afirma o Dr. Dag Moster, da Universidade de Bergen, na Noruega, um dos autores do estudo.

A paralisia cerebral é um termo para vários distúrbios que envolvem o cérebro e o sistema nervoso na primeira infância. É a principal razão para a deficiência em crianças, e acredita-se que ocorra por lesões no cérebro durante o desenvolvimento fetal ou na primeira infância.

De acordo com a organização sem fins lucrativos March of Dimes, entre duas e três crianças a cada mil nascidas têm paralisia cerebral. O número total da doença nos Estados Unidos chega a 800 mil crianças e adultos.

O nascimento prematuro é conhecido por aumentar o risco de paralisia cerebral, mas a maioria das crianças com a condição não nasceram prematuramente, afirmaram Moster e seus colegas.

Para investigar se o nascimento tardio pode influenciar esse risco, os pesquisadores avaliaram 1,7 milhão de crianças nascidas na Noruega entre 37 a 44 semanas de gestação, nos anos de 1967 a 2001. Um total de 1.938 crianças tinham paralisia cerebral.

O menor risco de paralisia cerebral, segundo os pesquisadores, foi observado em crianças nascidas com 40 semanas: cerca de uma em cada mil tinham paralisia cerebral. Partos com 37 e 38 semanas ou com mais de 42 semanas de gravidez aumentaram o risco.

Segundo os autores, uma explicação é que o cérebro pode ser mais vulnerável se o bebê nasce antes ou depois das 40 semanas padrão. "Uma explicação alternativa poderia ser que os fetos propensas a desenvolver a paralisia cerebral tem uma perturbação no momento do nascimento tornando-os mais propensos a serem entregues, cedo ou tarde", disse Moster.

Mas, eles enfatizam, é importante lembrar que o risco absoluto da doença é ainda muito pequeno e que a grande maioria das crianças nascidas com um pouco mais de 40 semanas não desenvolverão paralisia cerebral.

"Uma explicação alternativa poderia ser que os fetos propensos a desenvolver paralisia cerebral têm uma perturbação no tempo do nascimento, tornando-os mais propensos a nascer cedo ou tarde", disse Moster.

Até a razão biológica para a ligação entre a duração da gravidez e o risco de paralisia cerebral torna-se evidente, dizem os pesquisadores. "Seria precipitado supor que intervenções sobre o tempo gestacional podem reduzir a ocorrência de paralisia cerebral", completa.

"Mulheres com um parto normal fora 40 semanas ainda têm um risco muito pequeno de que seu filho desenvolva paralisia cerebral."

FONTE: Estadão