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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Plataforma online do Atlas Brasil 2013 facilita compreensão do desenvolvimento humano no país

O Atlas Brasil 2013, ferramenta que torna disponível informações sobre 5.565 municípios brasileiros, traz uma inovação importante em relação aos dois Atlas anteriores, lançados em 1998 e 2003. Pela primeira vez, todos os dados, gráficos e tabelas estarão disponíveis na Internet. A plataforma online é pública, amigável e totalmente gratuita criada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e a Fundação João Pinheiro.
Entre as informações disponíveis, estão o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e seus componentes – todos calculados com base em nova metodologia –, além de mais de 180 dados socioeconômicos com um retrato completo do desenvolvimento humano de cada município.
Para aqueles que desejam trabalhar os dados mais a fundo, o Atlas permite ao usuário o download dos dados brutos. O arquivo traz as tabelas de todos os municípios, com as mais de 180 variáveis utilizadas na plataforma. Para entender melhor o processo de construção e a metodologia do IDHM, está disponível na plataforma uma área com informações detalhadas sobre o índice além de uma seção com perguntas frequentes, para orientar os usuários sobre a leitura e o entendimento da plataforma. 

FONTE: RETS

segunda-feira, 25 de março de 2013

Fundação Itaú Social lança publicação sobre avaliação econômica de projetos sociais


A Fundação Itaú Social lança uma publicação que apresenta métodos básicos e sofisticados para avaliação de impacto e retorno econômico junto aos mais diversos públicos, que vem se mostrando útil para aprimorar e reorientar políticas públicas e investimentos sociais privados.
A obra também aborda como calcular o retorno econômico para a sociedade de um projeto ou política pública e reúne artigos de especialistas renomados no setor. A organização do livro é do coordenador do Centro de Politicas Públicas do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) e PhD em Economia pela University College London, Naercio Menezes Filho. 
A iniciativa faz parte do programa "Avaliação Econômica de Projetos Sociais", criado pela Fundação Itaú Social em parceria com a Área de Controles de Riscos e Financeiro do banco Itaú em 2004. O programa surgiu com o objetivo de trazer as competências da área econômica do banco para o campo social. 
Os internautas interessados em acessar a publicação na íntegra podem visualizá-la no sítio da Fundação Itaú Social

FONTE: RETS

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

OAB-MG realiza revento lançando cartilha "Municípios construindo acessibilidade


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

2013 declarado Ano Ibero-americano para inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Informação foi revelada em 17 de novembro após a 22ª Cúpula Ibero-americana onde a Pessoa com Deficiência no mercado de trabalho será tema da Cúpula Iberoamericana, em 2013




Neste sábado, 17, foi finalizada a 22ª Cúpula Ibero-americana, em Cádiz, Espanha, que declarou o ano de 2013 como sendo “Ano Ibero-americano para inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho”.
Com base em dados do Relatório Mundial sobre a Deficiência, da Organização Mundial da Saúde – OMS, 15% da população mundial tem algum tipo de limitação física e cerca de 90 milhões desse total vivem na região ibero-americana.  A predominância de deficiências é maior nos países de baixa renda e na população feminina, segundo esse mesmo relatório.
Os chefes de Governo e de Estado da Península Ibérica e da América Latina reconheceram, em comunicado oficial, a necessidade de fortalecer políticas públicas e assegurar a inclusão trabalhista às pessoas com deficiência.
No documento aprovado na cúpula de Cádiz, os líderes consideram que cerca de 80% das pessoas com deficiência em idade laboral estão desempregadas por falta de acessibilidade, bem como de conscientização do setor privado sobre o potencial destas pessoas.

Segue abaixo a íntegra da Declaração traduzida para o português:

XXII Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo
Comunicado Especial sobre a Declaração de 2013 como o Ano Ibero-americano para a Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho
Os Chefes de Estado e de Governo dos países ibero-americanos, reunidos em Cádiz, Espanha, para a celebração da XXII Cúpula Ibero-americana, nos dias 16 e 17 de Novembro de 2012, com o tema “Uma relação renovada no Bicentenário da Constituição de Cádiz”:
Considerando que o Relatório Mundial sobre a Deficiência da Organização Mundial da Saúde de 2011 estima que 15% da população mundial, isto é, um bilhão de pessoas, vive com algum tipo de deficiência e que aproximadamente 90 milhões desse total vivem na região ibero-americana,
Levando em consideração que o mesmo relatório estima que a deficiência é maior nos países de menor renda e que a população feminina apresenta uma maior prevalência da deficiência,
Reconhecendo que em muitos desses países as pessoas com deficiência vivem em condições de extrema pobreza, com acesso limitado a serviços públicos como educação e saúde e em situação de marginalização social, o que determina a elevada taxa de desemprego que mantêm,
Considerando que 80% das pessoas com deficiência em idade de trabalho estão desempregadas por falta de acessibilidade assim como de conscientização do setor privado sobre as potencialidades das pessoas com deficiência,
Conscientes de que a inclusão no mercado de trabalho das pessoas com deficiência não só garante sua integração social como também que seus efeitos positivos nos setores econômico e social se estendem a toda a comunidade, já que permite o aproveitamento de um valioso capital humano, fomenta a coesão social e reativa a economia dos países ibero-americanos,
Levando em consideração o Convênio 159 da Organização Internacional sobre Trabalho sobre a Reabilitação Profissional e o Emprego das Pessoas com Deficiência que reafirma o direito de acesso ao trabalho para as pessoas com deficiência em igualdade de oportunidades e gênero,
Considerando a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada e em vigência nos países ibero-americanos, e em especial seu artigo 27, que reconhece o direito das pessoas com deficiência a trabalhar em igualdade de condições,
Reconhecendo que se faz necessário fortalecer as políticas públicas, as iniciativas e os esforços para assegurar a inclusão profissional plena e efetiva das pessoas com deficiência nos países ibero-americanos,
Constatando que os países ibero-americanos estão tomando medidas para eliminar as barreiras institucionais produzidas pela invisibilidade das pessoas com deficiência em suas legislações,
Em concordância com a proclamação do ano de 2004 como o Ano Ibero-americano das Pessoas com Deficiência durante a XIII Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo,
Proclamam o ano de 2013 como o Ano Ibero-americano para Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho.

Principais documentos resultantes da referida reunião:

A Declaração Final dos Chefes de Estado e de Governo dos países ibero-americanos, reunidos em Cádiz, Espanha, para a celebração da XXII Cúpula Ibero-americana nos dias 16 e 17 de Novembro de 2012, com o tema “Uma relação renovada no Bicentenário da Constituição de Cádiz”:
Reconhecendo a relevância que as micro, pequenas e médias empresas têm no desenvolvimento, na sustentabilidade e na recuperação do emprego, assim como o papel determinante que podem exercer os setores público, misto e privado para potencializar nossas economias, acordam:
Adotar estratégias para a formação de micro, pequenas e médias empresas que facilitem às mulheres, assim como aos jovens, às populações indígenas, aos afrodescendentes e às pessoas com deficiência o acesso ao crédito, à formação profissional, ao uso das novas tecnologias, com o objetivo de propiciar as condições que favorecem a criação de empregos e novos empreendimentos.
Dado que um dos principais desafios de nossos Governos é a criação de empregos sustentáveis e de qualidade, acordam:
Fortalecer o diálogo social para promover a criação e a manutenção de empregos produtivos de qualidade, especialmente para as mulheres, os jovens, os povos indígenas e os afrodescendentes, assim como as pessoas com deficiência e outros grupos vulneráveis.

No Programa de Ação, os Chefes de Estado e de Governo dos países ibero-americanos reconhecem e saúdam:
O projeto que a Organização Ibero-americana de Seguridade Social está realizando em favor da inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, assim como os esforços no âmbito da migração e da saúde, com o objetivo de avançar na extensão da proteção social em saúde aos migrantes ibero-americanos que leva a cabo em colaboração com a Organização Mundial da Saúde e a Secretaria Geral Ibero-americana.


FONTE: Secretaria Estadual da Pessoa com Deficiência de São Paulo

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Defensoria Pública de SP lança cartilha dos direitos das Pessoas com autismo

A Defensoria Pública de São Paulo lançou a cartilha "Direitos das Pessoas com Autismo". Além dos direitos do paciente, o material tem orientações sobre a rede de atendimento especializada e informações sobre sintomas, diagnóstico e tratamento.

Baixe a cartilha através de:
http://www.assistiva.org.br/sites/default/files/direitospessoasautismo_leitura_0.pdf


Fonte: Portal Nacional de Tecnologia Assistiva

terça-feira, 26 de abril de 2011

Cartilha ensina "Como Criar o Conselho Municipal"

O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) publica nesta semana a cartilha "Como Criar um Conselho Municipal", cujo objetivo é oferecer dicas, sugestões e outros subsídios para as cidades brasileiras criarem seus respectivos Conselhos Municipais de Segurança Alimentar e Nutricional.

A cartilha mostra o passo a passo de como criar o conselho municipal, explica como um conselho funciona, sugere um tipo de formato e ainda traz uma minuta de lei de criação.

O material não foi impresso, só está disponível na Internet, no endereço eletrônico do Consea (www.planalto.gov.br/consea), para que os interessados tenham acesso e, se for o caso, reproduzam livremente.

O Consea quer incentivar a criação de conselhos. A existência de conselhos municipais é fundamental para a construção do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).

Para ter acesso e imprimir a cartilha, clique aqui.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Saúde: Conheça a Cartilha "Entendendo o SUS Brasil"

Quais as receitas dos Estados e Municípios?

Quem faz parte dos Conselhos de Saúde?

Como Funciona o atendimento no SUS?

Existe lei que define os recursos para a saúde?

• Em setembro de 2000, foi editada a Emenda Constitucional nº 29, que assegura a co-participação da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios no financiamento das ações e serviços de saúde pública.

• Mas ela precisa ser regulamentada por projeto de lei complementar que já está em debate no Congresso Nacional.

• A Emenda Constitucional nº 29 estabelece que os gastos da União devem ser iguais ao do ano anterior, corrigidos pela variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB).

• Os estados devem garantir 12% de suas receitas para o financiamento à saúde.

• Já os municípios precisam aplicar pelo menos 15% de suas receitas.

Entendo o SUS é uma cartilha do Ministério da Saúde que reúne informações básicas sobre O Sistema Único de Saúde. Nela se encontram respostas para as questões acima, além de várias outras informações, perguntas e respostas úteis ao cidadão/usuário.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Está disponível o "I Seminário Nacional de Saúde: Direitos Sexuais e Reprodutivos e Pessoas com Deficiência" para DOWNLOAD dentre outras publicações

Já está disponível o livro sobre o "I Seminário Nacional de Saúde: Direitos Sexuais e Reprodutivos e Pessoas com Deficiência" realizado pelo Ministério da Saúde, em Brasília no link
Esse livro traz os depoimentos e as mesas redondas que aconteceram nesse Seminário e complementa a publicação anterior, "Direitos sexuais e reprodutivos na integralidade da atenção à saúde de pessoas com deficiência", Brasilia, no ano de 2009.


Parabéns à Equipe da Area Técnica Saúde da Pessoa com Deficiência!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

IBEDEC lança cartilha do consumidor em BRAILE

Em comemoração aos 20 (vinte) anos do Código de Defesa do Consumidor, o IBEDEC focou seus esforços na inclusão social dos 5 (cinco) milhões estimados de deficientes visuais em todo o Brasil e quase 200 mil no Distrito Federal.
Desta vez o IBEDEC tomou a iniciativa de imprimir a versão em Braile da Cartilha do Consumidor, de forma que os conteúdos de interesse dos consumidores possam ser assimilados por esta parcela importante da população.
Segundo José Geraldo Tardin, presidente do IBEDEC, “a reivindicação partiu de diversos movimentos de defesa dos direitos dos deficientes visuais e é um projeto pioneiro entre os institutos de defesa do consumidor”.
O IBEDEC já havia convertido e disponibilizado no site, a versão em aúdio da Cartilha do Consumidor – 2ª Edição, e o projeto se estenderá aos demais exemplares da série.
“Nesta versão em Braile, o consumidor tem a lei que instituiu o Código de Defesa do Consumidor traduzida para uma linguagem mais acessível à população, ou seja, o IBEDEC comenta cada uma dos artigos do CDC e dá exemplos dos direitos assegurados por esta moderna legislação”, comentou Tardin.
Com esta iniciativa, o IBEDEC cumpre uma das missões de seu estatuto, de levar a informação sobre os Direitos do Consumidor à um número cada vez maior de pessoas.
Devido ao alto custo de impressão de cada exemplar (cerca de R$ 500,00), o IBEDEC imprimiu apenas alguns exemplares e fará a doação deles à Bibliotecas escolhidas pelos associados, entre elas a Biblioteca Nacional de Brasília, Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, Biblioteca do Senado e do Supremo Tribunal Federal, onde poderão ser consultadas pelo público em geral.
O lançamento da cartilha será na segunda-feira, dia 13 de setembro de 2010 às 9:30 horas na Biblioteca Braille Dorina Nowill, localizada em Taguatinga (DF). A biblioteca foi escolhida porque é pública – única especializada no Distrito Federal - e tem obras voltadas para o atendimento a pessoas cegas. Há tanto livros em Braille, quanto obras gravadas em fitas e CDs, em um acerco com mais de 3000 publicações. A biblioteca é mantida pela Fundação Dorina Nowil (www.fundacaodorina.org.br), foi inaugurada em maio de 1995 e também promove cursos de leitura em braille e outras atividades culturais direcionada para o público cego.
A versão em áudio da Cartilha do Consumidor – 2ª Edição já está disponível no site do IBEDEC – www.ibedec.org.br e pode ser acessado por qualquer pessoa.
Empresas ou pessoas interessadas em patrocinar mais exemplares poderão entrar em contato com o IBEDEC através do e. mail consumidor@ibedec.org.br para obter os originais da cartilha.

Maiores Informações pelo fone (61) 3345-2492 e 9994-0518 com José Geraldo Tardin.

Endereço da Biblioteca Dorina Nowill:

CNB 1, AE 1 - Taguatinga Norte
Taguatinga (DF) CEP: 72115-015
Telefone (61) 3561-4909

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Cartilha orienta sociedade a participar do processo legislativo

Está disponível no site da Câmara dos Deputados, por meio da série Ação Parlamentar, a publicação “O menor caminho entre os interesses da população e a Câmara dos Deputados”. A cartilha, elaborada pela Comissão de Legislação Participativa (CLP), tem como objetivo orientar a sociedade no que se refere ao direito de participação junto ao Poder Legislativo. De acordo com a cartilha, entender o funcionamento da CLP faz com que a sociedade se aproprie do exercício da cidadania e contribua para a busca de valores universais, como liberdade, desenvolvimento, liberdade e justiça. A publicação contém uma linguagem simples e dinâmica, apresentando os conteúdos em tópicos, que facilitam o entendimento do processo legislativo. A cartilha está disponível em http://www.criancanoparlamento.org.br/noticias/cartilha-orienta-sociedade-participar-do-processo-legislativo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Fundação Banco do Brasil lança cartilha sobre acessibilidade em estações digitais

A Fundação Banco do Brasil está lançando uma cartilha que trata da acessibilidade nas estações digitais para pessoas com deficiência auditiva e visual. A cartilha foi desenvolvida à luz da Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os direitos de pessoas com deficiência é voltado para dirigentes, gestores e educadores sociais. O objetivo do documento é contribuir para o processo de adequação arquitetônica e digital das estações digitais e para garantir melhor atendimento às pessoas com deficiência.

As estações digitais fazem parte do programa de inclusão digital da fundação e são implantadas nas comunidades que não têm acesso a essas tecnologias, em parceria com organizações do terceiro setor.

A inclusão de pessoas com deficiência foi, durante anos, uma preocupação restrita aos profissionais da área de educação com práticas pedagógicas direcionadas para o atendimento diferenciado. Nishi ressalta que, numa sociedade inclusiva, é importante que espaços públicos como bancos, hospitais, escolas e também as estações digitais tenham estrutura física, pessoal capacitado e programas de computadores e aplicativos adequados para atendimento desse público com deficiência física, visual ou auditiva.

A cartilha está disponível para download no endereço: http://bit.ly/fbb-acessibilidade.

FONTE: RETS

terça-feira, 8 de junho de 2010

Processos de empregabilidade de pessoas com deficiência

Romeu Kazumi Sassaki
Consultor de inclusão social

Programas modificados para a diversidade
Em pleno século XXI, não mais se justifica reproduzirmos programas de educação profissional ou de colocação no mercado de trabalho praticados no Brasil nas décadas de 1960, 1970, 1980 e 1990. Devemos agora modificar esses programas para a diversidade humana, em conformidade com o paradigma da inclusão social, com os requisitos do modelo social da deficiência e com maior aplicação da tecnologia assistiva.
A nova classificação das deficiências
Em 2001, a Organização Mundial de Saúde – OMS publicou a Classificação Internacional de Funcionalidade, Deficiência e Saúde – CIF. O documento foi elaborado, ao longo de seis anos (1995-2000) com base em profundos estudos, rigorosos testes de campo e contínuas alterações – processo no qual estiveram presentes os vários centros de colaboração da OMS, diversos organismos governamentais e organizações não-governamentais, bem como organizações de pessoas com deficiência. O documentofoi finalmente aprovado, por unanimidade, na 54ª Assembleia da OMS, em maio de 2001 (World Health Organisation, 2001).
A importância da CIF reside no fato de que ela permite que os interessados na questão da deficiência passem da simples declaração política sobre direitos para as ações de implementação desses direitos traduzidos em lei e políticas públicas. Na CIF, cada deficiência é apresentada em suas três dimensões ou facetas: impedimento (problema de funcionalidade ou estrutura no nível do corpo), limitações de atividade (problemas de capacidade, no nível pessoal, para executar ações e tarefas, simples ou complexas) e restrições de participação (problemas que uma pessoa enfrenta em seu envolvimento com situações de vida, causados pelo contexto ambiental e social onde essa pessoa vive).
A CIF serve a, pelo menos, cinco tipos de aplicação: em intervenções clínicas, em estatísticas, em desenvolvimento de políticas sociais e em educação. Por abranger os principais domínios da vida humana (lar, família, educação, emprego/trabalho, vida social, política, econômica).
Políticas de educação profissional e colocação no trabalho
Entre os anos de 1997 e 2002, fui consultor de educação profissional inclusiva em dois estados simultaneamente: Paraná e Goiás, tendo como missão orientar equipes de profissionais e colaborar com documentos técnicos a respeito de uma política estadual de emprego para pessoas com deficiência.
O processo de elaboração foi desencadeado por meio de inúmeras reuniões técnicas locais, encontros regionais, palestras, cursos, seminários e fóruns. As discussões foram feitas tanto no sentido vertical (de cima para baixo e vice-versa) como no sentido horizontal (envolvendo entidades, empresas e órgãos públicos em cada município e/ou região). Os fóruns constituíram espaços para os debates de finalização e aprovação de documentos.
Nos dois estados em questão foi organizada, democraticamente, uma espécie de comitê intersetorial, representativo do primeiro setor, do segundo setor e do terceiro setor, obtendo-se assim uma representatividade plena das comunidades e sociedades, capaz de falar por cada estado.
O processo para se chegar aos documentos finais sempre foi pautado pelo paradigma da inclusão social. Segundo este paradigma, cabe à sociedade modificar suas estruturas e seus valores éticos a fim de que se torne capaz de acolher todos os segmentos populacionais que compõem a diversidade humana e todas as diferenças que distinguem uma pessoa da outra. Nenhuma característica ou condição pessoal é aceita como desculpa para que a sociedade possa classificar, rotular e separar certos grupos de pessoas de seus sistemas gerais. Este ponto é fundamental, tornando-se o grande diferencial dos debates e ações inclusivas em comparação com os debates e ações tradicionais, as quais se moldaram pelo paradigma da integração social. Segundo tal paradigma, cabe às pessoas que forem diferentes da maioria da população adaptar-se às normas pré-estabelecidas; cabe-lhes tornarem-se capazes apesar de possuírem esta ou aquela limitação como resultado de deficiências.
De acordo com o novo olhar, este novo prisma, pelo qual devemos construir uma sociedade inclusiva, o tema "empregabilidade e capacitação profissional” precisa ser abordado e implementado abordadonum contexto mais amplo, que extrapola o tema em si.
Ao longo de vários anos e meses, tive o privilégio de participar como consultor nas duas equipes estaduais, ora ensinando e ora aprendendo. Dessa experiência transcrevo uma síntese, divididaem “Empregabilidade”, “Capacitação profissional” e “Barreiras à empregabilidade”.
Empregabilidade
A empregabilidade é hoje um conceito que vai bem além da mera ideia de formação profissional, outrora vigente quando se falava de requisitos para a obtenção de empregos. E, agora, não apenas alargamos nossa visão quanto a esses requisitos, como também damos um novo enfoque ao conceito de empregabilidade.
A empregabilidade não resulta apenas do esforço individual da pessoa com deficiência, que procuraria ser mais qualificada por meiode cursos de capacitação profissional. A empregabilidade dessa pessoa depende também de uma nova postura por parte de outras pessoas à sua volta: familiares, potenciais empregadores, instrutores de escolas profissionalizantes e assim por diante. Neste sentido, a empregabilidade compõe-se de três fatores: COMPETÊNCIA, FUNCIONALIDADE e AUTONOMIA.
A competência envolve CONHECIMENTOS, HABILIDADES e ATITUDES. Os conhecimentos têm a ver com o saber. As habilidades se referem ao saber fazer, que por sua vez nos remete às habilidades básicas, habilidades específicas e habilidades de gestão. E as atitudes refletem o querer saber fazer.
A funcionalidade pode ser demonstrada e utilizada com ou sem o suporte da tecnologia assistiva. Pessoas com deficiência podem precisar valer-se de, por exemplo, cadeiras de rodas, muletas, próteses, órteses, bengalas, andadores, aparelhos auditivos, programas de computador, aparelhos e equipamentos eletrônicos.
A autonomia é a condição de domínio no ambiente físico ou social, preservando ao máximo a privacidade e a dignidade da pessoa que a exerce. A autonomia física de uma pessoa com deficiênciaé maior ou menor dependendo da disponibilidade de tecnologia assistiva e da acessibilidade do meio ambiente. A autonomia social depende do grau de habilidades sociais que a pessoa desenvolva para uma boa convivência na família e na comunidade, mas também a família e a comunidade precisam eliminar noções preconceituosas, estereotipadas e estigmatizadas e atitudes discriminatórias em relação à pessoa com deficiência.
Capacitação profissional
A capacitação profissional, que tem estreita relação com os fatores de empregabilidade anteriormenteexplicados, não mais poderá ser tratada como uma mera preparação profissional. Não mais defendemos a ideia de simplesmente abrir vagas nas escolas profissionalizantes para que um maior número de pessoas com deficiência possa profissionalizar-se. Esta forma de tratamento da questão da capacitação profissional se restringe à prática tradicional, ou seja, as ações se limitam a ‘encaixar’ algumas pessoas com deficiência nos cursos existentes, sem modificá-los. Esta abordagem obedece ao modelo médico da deficiência, segundo o qual a pessoa com deficiência é vista como um problema a ser sanado antes de ser inserida na sociedade. Esta abordagem segue o paradigma da integração social, ou seja, quem tem o problema da exclusão (segregação, rejeição) é a pessoa com deficiência e não a sociedade.
Hoje defendemos uma capacitação profissional irrestrita, voltada à diversidade humana. Isto significa dizer que os cursos existentes e os cursos futuros deverão adaptar-se ao perfil do novo alunado, este alunado que reflete a diversidade humana. Esta abordagem se inspira no modelo social da deficiência, segundo o qual é a sociedade que tem o problema da exclusão, é ela que causou as deficiências e é ela que deve eliminar todos os fatores incapacitantes e excludentes que estão nos sistemas sociais gerais. Esta abordagem segue o paradigma da inclusão social. Ou seja, é a sociedade que deve adequar-se às necessidades e habilidades das pessoas e não o inverso.
Barreiras à empregabilidade
As barreiras à empregabilidade das pessoas com deficiência estão espalhadas. Elas podem estar na própria pessoa com deficiência e nos seus familiares, bem como nos empregadores e potenciais colegas de trabalho. E podem estar no espaço urbano, nas edificações e nos transportes, bem como nas metodologias, nos instrumentos, na comunicação e nos programas e políticas.
  • Barreiras na pessoa com deficiência: constituem este grupo debarreiras a baixa escolaridade, a baixa qualificação profissional, a precária tecnologia assistiva a que a pessoa com deficiência pode ter acessoe as atitudes negativas que a própria pessoa com deficiência pode apresentar sobre si mesma, as outras pessoas, a sociedade etc. A solução para estas barreiras está na sensibilização, conscientização e informação.
  • Barreiras nos empregadores e colegas de trabalho: constituem estasbarreiras as noções preconceituosas, estigmatizadas e estereotipadas, as atitudes discriminatórias, a desinformação e a falta de informação. A solução para estas barreiras também está na sensibilização, conscientização e informação.
  • Barreiras na comunidade: entre estasbarreiras encontram-seo transporte coletivo inacessível e os obstáculos existentes nas edificações e no espaço urbano. A solução está na aplicação das normas de acessibilidade aos projetos de futuros veículos, edifícios e espaços urbanos.
  • Barreiras nas empresas: constituem barreiras nas empresaso ambiente físico, as metodologias e os instrumentos, cuja solução está nas adaptações.
São ainda barreiras as formas de comunicação, cuja solução está no aprendizado e na disponibilização de todas as formas de comunicação: oral, escrita, em braile, por língua de sinais, caracteres ampliados etc; e finalmente a barreira programática, presente em políticas, regimentos, normas, leis e outros dispositivos que procuram ordenar condutas, programas, serviços e atividades, sendo uma solução a revisão de todos os documentos de normatização.
Acessibilidade nas empresas inclusivas
O termo ‘acessibilidade’ começou a ser utilizado com muita frequência, nos últimos anos, em assuntos de reabilitação, saúde, educação, transporte, mercado de trabalho e ambientes físicos internos e externos. Historicamente, a origem do uso desse termo, para se referir àcondição de acesso arquitetônico das pessoas com deficiência, está no surgimento dos serviços de reabilitação física e profissional, ocorrido no final da década de 1940.
Na década de 1950, com a prática da reintegração de adultos reabilitados, ocorrida na própria família, no mercado de trabalho e na comunidade em geral, profissionais de reabilitação constatavam que essa prática era dificultada e até impedida pela existência de barreiras físicas nos espaços urbanos, nos edifícios e residências e nos meios de transporte coletivo. Surgia assim a fase da integração, que duraria cerca de quarenta anos até ser substituída gradativamente pela fase da inclusão.
Na década de 1960, algumas universidades americanas iniciaram as primeiras experiências de eliminação de barreiras arquitetônicas existentes em seus recintos: áreas externas, estacionamentos, salas de aula, laboratórios, bibliotecas, lanchonetes etc.
Na década de 1970, graças ao surgimento do primeiro centro de vida independente – CVIdo mundo, na cidade de Berkeley, Califórnia, EUA, aumentaram a preocupação e os debates sobre a eliminação de barreiras arquitetônicas, bem como a operacionalização das soluções idealizadas.
Na década de 1980, impulsionado pelo Ano Internacional das Pessoas Deficientes (1981), o segmento de pessoas com deficiência desenvolveu verdadeiras campanhas, em âmbito mundial, para alertar a sociedade a respeito das barreiras arquitetônicas e exigir não apenas a eliminação delas (com odesenho adaptável) como também a não-inserção de barreiras já nos projetos arquitetônicos em desenvolvimento(com odesenho acessível). No desenho adaptável, a preocupação está em adaptar os ambientes obstrutivos, portanto já existentes. No desenho acessível, a preocupação está em exigir que os arquitetos, engenheiros, urbanistas e desenhistas industriais não incorporem elementos obstrutivos nos projetos de construção de novosambientes e utensílios. Tanto no desenho adaptável como no acessível, o beneficiado específico é a pessoa com deficiência.
Na década de 1990, começou a ficar cada vez claro que a acessibilidade deverá seguir o paradigma do desenho universal, segundo o qual os ambientes, os meios de transporte e os utensílios devem ser projetados para todos; portanto, não apenas para pessoas com deficiência. E, com o advento do paradigma da inclusão e do conceito de que a diversidade humana deve ser acolhida e valorizada em todos os setores sociais comuns, hoje entendemos que a acessibilidade não mais se restringe ao aspecto arquitetônico, pois existem barreiras de vários tipos também em outros contextos que não o do ambiente arquitetônico. Podemos, por exemplo, dizer que uma empresa inclusiva é aquela que está implementando gradativamente as medidas de acessibilidade nos seis contextos apresentados mais adiante.
Assim, os Seis Tipos de Acessibilidade nas Empresas Inclusivas deverão existir também em todos os outros ambientes internos e externos ondequalquer pessoa, com ou sem deficiência, tem o direito de circular. Suas respectivas características, hoje obrigatórias por lei e/ou por consequência do paradigma da inclusão, são as seguintes, no caso das empresas inclusivas:
  • Acessibilidade arquitetônica: sem barreiras ambientais físicas, no interior e no entorno dos escritórios e fábricas e nos meios de transporte coletivo utilizados pelas empresas para seus funcionários.
  • Acessibilidade comunicacional: sem barreiras na comunicação interpessoal (face-a-face, língua de sinais, linguagem corporal, linguagem gestual etc.), na comunicação escrita (jornal, revista, livro, carta, apostila etc., incluindo textos em braile, textos com letras ampliadas para quem tem baixa visão, notebook e outras tecnologias assistivas para comunicar) e na comunicação virtual (acessibilidade digital).
  • Acessibilidade metodológica: sem barreiras nos métodos e técnicas de trabalho (métodos e técnicas de treinamento e desenvolvimento de recursos humanos, execução de tarefas, ergonomia, novo conceito de fluxograma, empoderamento etc.).
  • Acessibilidade instrumental: sem barreiras nos instrumentos e utensílios de trabalho (ferramentas, máquinas, equipamentos, lápis, caneta, teclado de computador etc.).
  • Acessibilidade programática: sem barreiras invisíveis embutidas em políticas (leis, decretos, portarias, resoluções, ordens de serviço, regulamentos etc.).
  • Acessibilidade atitudinal: sem preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações, como resultado de programas e práticas de sensibilização e de conscientização dos trabalhadores em geral e da convivência na diversidade humana nos locais de trabalho.
Observação: a acessibilidade tecnológica não constitui outro tipo de acessibilidade e sim o aspecto tecnológico que permeia as seis acessibilidades.
Os profissionais de gestão de pessoas
As empresas públicas e privadas estão sendo desafiadas a implantar projeto ou programa que assegure o acolhimento à diversidade humana nos locais de trabalho. Tal medida se torna um imperativo, em consequência da legislação federal pertinente à acessibilidade. Acima de tudo, esse projeto constitui uma prática resultante do reconhecimento de que a diversidade humana comprovou ser um fator estratégico no desenvolvimento de empresas mais criativas, competitivas e socialmente responsáveis.
Com relação aos segmentos populacionais tradicionalmente excluídos, esta prática traz no seu bojo o reconhecimento de que também eles têm direito de acesso às oportunidades de trabalho. Dentre esses excluídos estão as pessoas que têm deficiência de algum tipo (dentro do conjuntodas categorias: deficiência física, deficiência intelectual, deficiência auditiva, deficiência visual ou deficiência múltipla), seja este de origem congênita ou então adquirida em consequência de acidentes, doenças e outras causas.
Uma boa parte dessas pessoas está conseguindo empregar-se graças à implantação de um programa de apoio à diversidade na força de trabalho, hoje uma realidade em milhares de empresas, em especial naquelas comprometidas com o paradigma da inclusão social. Trata-se, basicamente, de um processo que visa a recrutar, selecionar, contratar, treinar e promover pessoas com deficiência nos locais de trabalho a fim de garantir uma alocaçãoprofissional bem-sucedida tanto para os candidatos como para as empresas.
Neste processo, os profissionais de recursos humanos se destacam como um importante intermediador entre a empresa e a pessoa com deficiência, cabendo-lhes tomar medidas que assegure para ambas as partes o melhor resultado possível.
Obediência (cotas) ou consciência (não-discriminação)?
No debate que se trava em todo o Brasil em torno da Lei n. 8.213, de 25 de julho de 1991, conhecida como a Lei de Cotas, várias posições vêm sendo tomadas. Duas delas, com as respectivas consequências, se destacam: 1) Esta lei é a solução para acabarmos com o problema da não-contratação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho; consequência: as empresas devem obedecer às determinações da lei e ser penalizadas se não as cumprirem. 2) Esta lei traz no seu bojo os princípios da discriminação às avessas (Martins, 1996) e da coerção, além de não resolver o problema da não-contratação de pessoas com deficiência (Clemente, 2003); consequência: as empresas devem ser conscientizadas sobre os benefícios da diversidade humana na força de trabalho, os princípios da equiparação de oportunidades e os fundamentos da responsabilidade social.
Quando apenas a primeira posição (cumprimento da Lei de Cotas) é valorizada, corremos o risco de condicionar a sociedade (e o mercado de trabalho) a concluir que, se cumprida a Lei de Cotas, nada mais será necessário fazer em relação à empregabilidade das pessoas com deficiência. Outras implicações da primeira posição podem ser traduzidas nos seguintes termos: o princípio das cotas é incompatível com o princípio da igualdade política dos cidadãos, muitas empresas simplesmente burlam a Lei de Cotas, várias empresas alegam que precisariam demitir empregados não-deficientes para contratar pessoas com deficiência, muitos empregadoresacreditam que as pessoas com deficiência não têm condições físicas, intelectuais ou sensoriais para ocupar as vagas disponíveis etc.
Quando se prioriza a segunda posição, (implementação dos princípios de não-discriminação), recebemos empregadores que desejam aprender a respeito das pessoas com deficiência e lhes oferecemos esse aprendizado por meiode palestras, seminários, consultorias e monitoramento. Desse aprendizado nasce a consciência que leva os empregadores a buscar e/ou receber candidatos com deficiência nosquadros da empresa, a reconheceros benefícios da diversidade humana na força de trabalho, os princípios da equiparação de oportunidades e os fundamentos da responsabilidade social.

FONTE: Revista Nacional de Tecnologia Assistiva

sábado, 9 de janeiro de 2010

O Sindicato da Habitação (Secovi-SP) e a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida firmaram parceria de cooperação técnica

06/01/2001

O acordo prevê a divulgação de material didático de apoio, elaborado pela Secretaria, constante de livros e documentos sobre normas técnicas, legislação e orientação pedagógica. Será também estabelecido um curso para oferecer fundamentação teórica e prática à operacionalização de políticas públicas na área. 


"O setor imobiliário já incorporou a acessibilidade em seus projetos, mas é sempre importante divulgar, reciclar, orientar, até mesmo tendo em vista empreendimentos já existentes. Nosso objetivo é tornar os conceitos relacionados à acessibilidade amplamente difundidos, para que tenhamos, no médio prazo, grande parte dos edifícios, tanto os novos quanto os existentes, pelo menos visitáveis por deficientes", explica o vice-presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes. (Agência Envolverde)


FONTE: (Agência Envolverde)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Escola de Saúde Pública lança cartilha de saúde mental

BELO HORIZONTE (14/12/09) - A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) realizou nesta segunda-feira (14), o lançamento da cartilha “Saúde Mental em Letras Mineiras”, iniciativa resultado da parceria entre o Grupo de Produção Temática em Saúde Mental da ESP-MG (GPT-SM) e a Associação dos Usuários de Saúde Mental de Minas Gerais (Assussam).
A diretora geral da ESP-MG, Tammy Claret Monteiro, ressalta a importância da cartilha, que tem o objetivo de ser um dicionário mineiro, “falar da importância deste material, é falar da importância de ser uma escola do serviço, para o serviço, que passa a ser protagonista também fora da sala de aula e que respeita os vários espaços do saber”. A Escola foi a facilitadora na construção da cartilha.
A coordenadora de saúde mental da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Marta Elizabeth de Souza, defende a iniciativa. “O objetivo é levar para o interior a conversa sobre saúde mental e trazer esse usuário para a discussão, além de uni-los aos conselhos de saúde”, propõe. A publicação, escrita por usuários e para usuários, traz, de maneira leve, o significado de termos inseridos no âmbito da saúde mental, como “hospitais psiquiátricos”, “reforma psiquiátrica”, “serviços substitutivos”, entre outros.
Este ano, durante a abertura do Seminário Saúde Mental: os desafios da formação, a ESP-MG lançou seu “2º Caderno Saúde Mental - Universidade e Reforma Psiquiátrica: Interrogando a distância”. Outra iniciativa foi a criação do Espaço Virtual Saúde Mental, destinado à promoção de debates, divulgação de notícias, disponibilização de material e outras atividades na perspectiva da reforma psiquiátrica.

FONTE: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/component/controlemultimidia/noticia?id=29903%3Aescola-de-saude-publica-lanca-cartilha-de-saude-mental-

sábado, 14 de novembro de 2009

Unesco e Oboré lançam cartilha Direitos Humanos na Mídia Comunitária

A Unesco e a Oboré estão lançando a cartilha "Direitos Humanos na Mídia Comunitária: a cidadania vivida no nosso dia a dia". A idéia do projeto, lançada exclusivamente em versão eletrônica, é apresentar, de forma clara e simples, noções básicas sobre direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais. 

A iniciativa traz informações práticas e sugestões de temas a serem usadas em rádios, páginas eletrônicas, reuniões comunitárias, escolares, paroquiais, sindicais etc., lembrando que reconhecer esses direitos é o primeiro passo para a promoção da cidadania, da ética, do respeito e de atitudes de não-violência. Os spots complementam e ilustram os conteúdos abordados na cartilha, com informações de utilidade pública que podem ser utilizadas livremente por comunicadores populares interessados.

O endereço para baixar a cartilha é www.brasilia.unesco.org/areas/ci/Cartilha-DH-radio-comunitaria-2009l; e o link para para baixar os spots é www.brasilia.unesco.org/areas/ci/spots.