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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Confira alguns livros e pesquisas sobre Educação Inclusiva e sobre Tecnologia Assistiva para download gratuito

"O PROFESSOR E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA: FORMAÇÃO, PRÁTICAS E LUGARES"
MIRANDA, T. G.; GALVÃO FILHO, T. A. (Org.) O professor e a educação inclusiva: formação, práticas e lugares. Salvador: EDUFBA, 491 p., 2012.

"PESQUISA NACIONAL DE TECNOLOGIA ASSISTIVA"
GALVÃO FILHO, T. A., GARCIA, J. C. D. Pesquisa nacional de Tecnologia Assistiva. São Paulo: Instituto de Tecnologia Social - ITS BRASIL e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI/SECIS, 68 p., 2012.

"AS TECNOLOGIAS NAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS"
GIROTO, C. R. M.; POKER, R. B.; OMOTE, S.. (Org.). As tecnologias nas práticas pedagógicas inclusivas. Marília/SP: Cultura Acadêmica, 238 p., 2012.

"EDUCAÇÃO INCLUSIVA, DEFICIÊNCIA E CONTEXTO SOCIAL: QUESTÕES CONTEMPORÂNEAS"
GALVÃO, N. C. S. S.; MIRANDA, T. G.; BORDAS, M. A.; DIAZ, F (Org.). Educação Inclusiva, deficiência e contexto social: questões contemporâneas. Salvador: EDUFBA, 354 p., 2009.

"ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR"
PIMENTEL, S. C. (Org.). Estudantes com deficiência no ensino superior: construindo caminhos para desconstrução de barreiras. Cruz das Almas-Ba: NUPI/PROGRAD/UFRB, 2013.

"TECNOLOGIA ASSISTIVA"
COMITÊ DE AJUDAS TÉCNICAS/SDH/PR. Tecnologia Assistiva. Brasília: CAT/SDH/PR, 138 p., 2009.

"TECNOLOGIA ASSISTIVA PARA UMA ESCOLA INCLUSIVA: APROPRIAÇÃO, DEMANDAS E PERSPECTIVAS"
GALVÃO FILHO, T. A. Tecnologia Assistiva para uma escola inclusiva: apropriação, demandas e perspectivas. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 346 p., 2009.

"TECNOLOGÍA ASISTIVA EN ENTORNO INFORMÁTICO: RECURSOS PARA LA AUTONOMÍA E INCLUSIÓN SOCIOINFORMÁTICA DE LA PERSONA CON DISCAPACIDAD"
GALVÃO FILHO, T. A.; DAMASCENO, L. L. Tecnología Asistiva en entorno informático: recursos para la autonomía e inclusión socioinformática de la persona con discapacidad. Madrid: Real Patronato sobre Discapacidad - Ministerio de Trabajo y Asuntos Sociales, 2008.

"TECNOLOGIA ASSISTIVA NAS ESCOLAS: RECURSOS BÁSICOS DE ACESSIBILIDADE SÓCIO-DIGITAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA"
Instituto de Tecnologia Social - ITS BRASIL (Org.). Tecnologia Assistiva nas escolas: recursos básicos de acessibilidade sócio-digital para pessoas com deficiência. São Paulo: ITS BRASIL, 62 p., 2008.

“INCLUSÃO DIGITAL E SOCIAL DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA”
GALVÃO FILHO, T. A.; HAZARD, D.; REZENDE, A. L. A. Inclusão digital e social de pessoas com deficiência. Brasília: UNESCO, 72 p., 2007.

“AMBIENTES COMPUTACIONAIS E TELEMÁTICOS NO DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS PEDAGÓGICOS COM ALUNOS COM PARALISIA CEREBRAL”
GALVÃO FILHO, T. A. Ambientes computacionais e telemáticos no desenvolvimento de projetos pedagógicos com alunos com paralisia cerebral. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 178 p., 2004.


FONTE: Galvão Filho

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

XV Encontro Brasileiro de Usuários de DOSVOX

Realização:
Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro NCE/UFRJ.
Instituto Benjamim Constant – IBC/MEC.
Associação dos Ex-Alunos do Instituto Benjamim Constant.


07 e 08 de setembro de 2012

Programação.
Dia 07/09 – Sexta-feira:
Das 07:30 às 10 h – Credenciamento.
10:00 às 10:30 h – Abertura Solene.

Composição da Mesa:
* Sra. Maria Odete Santos Duarte.
Diretora Geral do Instituto Benjamin Constant – IBC/MEC.
* Prof. Dsc. Claudia Rabelo da Motta.
Diretora do Instituto Tércio Paccitti de Aplicações e Pesquisas.
Computacionais – NCE/UFRJ.
* Dr Antônio José Ferreira.
Secretário Nacional da Secretaria de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República.
* DR. Gilson Josefino.
Presidente da Associação dos Ex-alunos do Instituto Benjamin Constant.
* Prof. José Antonio dos Santos Borges.
Coordenador Nacional do Projeto DOSVOX – NCE/UFRJ.
* Prof. Ethel Rosenfeld.
Coordenadora Geral de Eventos do projeto DOSVOX.

Execução do Hino Nacional.
Piano: Prof. Severino Ramos Campelo – IBC/MEC.
Violão: Leniro Alves – Rio de Janeiro – RJ.
Cavaquinho: Didi Moraes – Fortaleza – CE.
Sax: Glauco Cerejo – Rio de Janeiro – RJ.
10:50 h – Informes Gerais.

* Graciela Pozzobon da Costa – Especialista em acessibilidade e audiodescritora.
* Ethel Rosenfeld – Coordenadora Geral de Eventos do Projeto DOSVOX.
Das 11:00 às 11:50 h – História do DOSVOX Através do Tempo.
* Moderador: Ethel Rosenfeld.

* Palestrantes:
Prof. Antonio Borges – NCE/UFRJ.
Criador do software DOSVOX.
Marcelo Pimentel – Brasília – DF.
Criador da ideia de um software para cegos que inspirou a realização do DOSVOX. Autor do primeiro editor com voz sintetizada.
Das 11:50 às 12:30 h – O Papel da Iniciativa Privada na Melhoria da Qualidade de Vida das Pessoas Cegas No Brasil.
* Moderador: Edivaldo Ramos – ABEDEV.
Presidente da Associação Brasileira de Educadores de Deficientes Visuais.

* Palestrantes:
Viviane Ferreira – São Paulo – SP.
Assistente de Acessibilidade do Bradesco e Mestre em Comunicação na Web.
Elenice Oliveira Alvez – São Paulo – SP.
Funcionária da Área de Acessibilidade do Bradesco.
Das 12:30 h às 14:00 h – Intervalo para Brunch.
Das 14:00 às 15:20 h – As Novidades do Projeto DOSVOX.
* Palestrantes:
Equipe DOSVOX – NCE/UFRJ.
Das 15:30 às 16:30 h – A Socialização da Informação em nome da Cidadania.
* Moderador: Salete Semitela – Rio de Janeiro – RJ.
Licenciada em Letras.
Professora aposentada pelo Instituto Benjamin Constant.

* Palestrantes:
Valdenito de Souza – Rio de Janeiro – RJ.
Idealizador e Diretor geral da Escola Virtual José Álvarez de Azevedo.
Proposta, projetos, estatísticas e pespectivas.
Victor Alberto Marques – Rio de Janeiro – RJ.
Cordenador do Projeto Diálogos Contemporâneos.
A importância da Escola Virtual como canal de difusão de conhecimento.
José Carlos dos Santos – Rio de Janeiro – RJ.
Diretor de Projetos – Parque de transmissão – Ferramentas e aplicativos utilizados pela Escola Virtual José Álvarez de Azevedo.
Das 16:40 às 17:40 h – Acessibilidade na Web: Governo Eletrônico e W3C.
* Moderador: Marilza Vieira de Matos – Salvador – BA.

* Palestrantes:
Fernanda Lobato – Brasília – DF.
Coordenadora do Projeto de Acessibilidade do Governo Eletrônico, das diretrizes de acessibilidade brasileiras, EMAG 3.0, que orientam os desenvolvedores de sites governamentais à acessibilidade web.
Ana Paula Ruas – Rio de Janeiro – RJ.
Coordenadora do Projeto de Acessibilidade na Web do TJ-RJ.
Marco Antonio de Queiroz – Rio de Janeiro – RJ.
Acessibilidade no Mundo Virtual.
Vencedor do Prêmio Todos@Web como “Personalidade web 2012″ do W3C Brasil – Comitê Gestor da Internet no Brasil e NIC.br.
Das 17:50 às 19:20 h – Leitores de tela NVDA – VIRTUAL VISION – JAWS – ORCA – F123.
* Moderador: Jean Bernardo Vieira – Rio de Janeiro – RJ.

* Palestrantes:
Didi Moraes – Fortaleza – CE.
Vilmar Dal Toè – Urussanga – SC.
Paulo Graça – São Paulo – SP.
Tiago Melo Casal – Caucaia – CE.
Fernando Botelho – Curitiba – PR.
Das 19:30 às 20:10 h Plano Viver sem Limites.
O que o Governo pode fazer pelas Pessoas com Deficiência Visual do Brasil?
* Moderador: José Antonio Borges – NCE/UFRJ.

* Palestrantes:
Antônio José Ferreira – Brasília – DF.
Secretário Nacional da Secretaria de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República.

Dia 08/09 – Sábado.
Das 09:00 às 10:00 h – Evolução dos Projetos de Acessibilidade do NCE/UFRJ para Pessoas com Deficiência.
Braille Fácil;
Musibraille;
Digitavox;
Jogavox;
Mecdaisy.

* Palestrantes:
José Antonio Borges e a equipe do NCE/UFRJ.
Das 10:10 às 11:20h – Projetos de Acessibilidade Multiplataforma para Pessoas com Deficiência Visual no SERPRO.
* Moderador: Claudio M. Dallalana.
Responsável pelo Projeto Sinal do SERPRO.

* Palestrantes:
Sergio Fernando Oliveira Theodoro dos Santos – Rio de Janeiro – RJ.
Francisco de Assis Bispo Amaro – Rio de Janeiro – RJ.
Clecio da Rosa Lopes – Rio de Janeiro – RJ.
* Convidado – Marcelo Pimentel – Brasília – DF.
Das 11:30 às 12:20 – Regulamentação Inmetro.
* Moderador: Marcos Borges.
Responsável pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem.

* Palestrante:
Dr. Alfredo Lobo.
Diretor da Qualidade do Inmetro.
Das 12:30 às 13:50h – Intervalo para Almoço.
Das 14:00 às 15:30 h – Projetos Especiais com DOSVOX.
* Moderador: José Antonio Borges.

* Palestrantes:
Leonidia dos santos Borges – Rio de Janeiro – RJ.
Mestra em Ciência da Motricidade Humana.
A ciência da motricidade humana e a informática como facilitadoras do processo de aprendizagem da escrita na alfabetização de crianças deficientes visuais com disfunções cerebrais.
Marcos Valério Gomes Rangel – Rio de Janeiro – RJ.
Rádio na Web usando uma única ferramenta: o DOSVOX.
Prof. Luiz Carlos Martini – Campinas – SP.
Diretor do Departamento de Engenharia Elétrica da UNICAMP.
Progetos de matemática para o DOSVOX.
Guilherme Lira – Rio de Janeiro – RJ.
Tecnologia Monet: gerador de gráficos táteis.
Das 15:40 às 17:00 h – Audiodescrição em suas Múltiplas Modalidades.
* Moderador: Lara Pozzobon – Rio de Janeiro – RJ.

* Palestrantes:
Graciela Pozzobon da Costa – Rio de Janeiro – RJ.
Especialista em acessibilidade e audiodescritora.
Nara Monteiro – Rio de Janeiro – RJ.
Audiodescritora para espetáculos em teatros, shows, eventos em geral.
Livia Maria Villela de Mello Motta – São Paulo – SP.
Uso da Audiodescrição na escola.
Das 17:10 às 18:00 h – Novos Mundos Informáticos – APPLE e ANDROID para Pessoas com Deficiência Visual.
* Moderador: Márcio Lacerda – Rio de Janeiro – RJ.

* Palestrantes:
Marcelo Pimentel – Brasília – DF.
Jean Bernardo Vieira – Rio de Janeiro – RJ.
Das 18:10 às 19:10 h – Espaço Aberto.
Depoimentos curtos sobre o uso Criativo do Sistema Dosvox.
* Moderador: José Antonio Borges.
Das 19:10 às 20:00 h – Encerramento:
Votação para a escolha do estado que realizará o XVI Encontro Brasileiro de Usuários de DOSVOX.
Avaliação do XV Encontro Brasileiro de Usuários de DOSVOX.
* Moderadores:
Ethel Rosenfeld.
Coordenadora geral de eventos DOSVOX.
José Antonio Borges.
Coordenador Nacional do Progeto DOSVOX.
Das 20:00 às 23:00 h – Festa de encerramento no pátio do Instituto Benjamin Constant.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

iPhone, iPod e iPad, como funcionam para cegos?

01/12/2011 - Marco Antonio de Queiroz - MAQ.

No dia 20 de outubro deste ano, 2011, saí para, finalmente, comprar um iPhone 4. Animado, mas temeroso de como os aparelhos da APPLE funcionavam para pessoas com deficiência visual, passei por todas as operadoras pedindo uma demonstração.

A primeira surpresa que tive foi a de que nenhum dos atendentes de operadoras sabiam como colocar o Voice Over, leitor de tela nativo desses aparelhos, iPhone, iPod e iPad, para funcionar. Mas como eu saí para comprá-lo devido a algumas navegações que meu amigo cego, Wellington Alves, fez para mim, comecei a colocar, diante de cada vendedor surpreso, o aparelho falando. O caminho para isso acontecer a partir da tela principal é:
Ajustes, Geral, Acessibilidade, VoiceOver.

Que maravilha. O sintetizador de voz, conhecido por algumas pessoas cegas e chamado de Rachel, de voz feminina, clara mas não totalmente humana, guardando vestígios de sua robotização nas velocidades mais altas, começa a ler ícones, tela inteira, tudo! Vamos começar por distinguir o que seja leitor de tela de sintetizador de voz.

Parece lógico, mas vamos fazer isso. Um leitor de tela tem seu nome dessa forma para ficar mais fácil o que seja, mas ele não lê a tela! Um leitor de tela lê o código que está por trás da tela e é a partir dele que a tela aparece para todos. Dizemos que a tela está sendo renderizada a partir do código. O leitor de tela, então, não lê a tela, mas o código que a produz. Seria como um tradutor de código. O leitor deixa sua tradução em um buffer, um espaço virtual, de onde é lido pelo sintetizador de voz. Dessa forma, alguns leitores de tela permitem que diferentes vozes, ou seja, diferentes sintetizadores de voz, com mais ou com menos robotização, possam nos fazer ouvir o que está na tela. No caso do iPhone, o leitor de tela é o VoiceOver e o sintetizador de voz é o Rachel, muito bom.

VoiceOver - Como navegar pela tela sem relevo.

O VoiceOver descreve, em voz alta, o que aparece na tela. Assim, você pode utilizar o iPhone sem ter que vê-lo. Ele descreve cada elemento da tela conforme é selecionado. Quando um elemento é selecionado, esse elemento é envolto por um retângulo preto (para benefício das pessoas que podem enxergar a tela) e o VoiceOver diz o nome do item ou o descreve. O retângulo preto é referido como "cursor" do VoiceOver.

Se um texto for selecionado, o VoiceOver lê o texto. Se um controle (como um botão ou interruptor) for selecionado e o recurso Falar Dicas estiver ativado, o VoiceOver poderá dizer a ação que o item realiza ou fornecer instruções a você, como, por exemplo, "dê dois toques para abrir". Quando você vai para uma tela nova, reproduz um som e, em seguida, seleciona e fala o primeiro elemento que está na tela (normalmente, o item do canto superior esquerdo). O VoiceOver também permite saber quando a tela muda para a orientação horizontal ou vertical e quando está bloqueada ou desbloqueada.

Importante: O VoiceOver altera os gestos utilizados para controlar o iPhone. Depois que o VoiceOver for ativado, você precisará usar os gestos do VoiceOver para o utilizar o iPhone--até mesmo para desativar o VoiceOver a fim de retomar o funcionamento padrão. Você também pode definir Início Triplo Clique para ativar ou desativar o VoiceOver.

O VoiceOver possui uma central de dicas (ativar ou desativar as dicas faladas). Caminho: Em Ajustes, escolha Geral > Acessibilidade > VoiceOver e toque no botão Ativar/Desativar do recurso Falar Dicas. Quando a opção Falar Dicas está ativada, informa você sobre a ação do item ou fornece instruções - por exemplo, "toque duas vezes para abrir." A opção Falar Dicas está ativada por padrão.

Para definir a velocidade da fala do VoiceOver: Em Ajustes, escolha Geral > Acessibilidade > VoiceOver e ajuste o controle deslizante Velocidade da Fala.

O VoiceOver utiliza um tom mais alto ao digitar uma letra e um tom mais baixo ao apagar uma letra. O VoiceOver também utiliza um tom mais alto quando fala o primeiro item de um grupo (como uma lista ou tabela) e um tom mais baixo quando fala o último item de um grupo.

Gestos do VoiceOver.

Quando o VoiceOver está ativado, os gestos da tela sensível ao toque possuem efeitos diferentes. Estes e alguns gestos adicionais permitem que você se mova pela tela e controle os elementos individuais quando estes são selecionados. Os movimentos do VoiceOver incluem os gestos de tocar ou passar um, dois, três ou quatro dedos. Para obter melhores resultados ao utilizar os gestos com mais de um dedo, relaxe e deixe que seus dedos toquem a tela com algum espaço entre eles.

Você pode utilizar técnicas diferentes para utilizar os gestos do VoiceOver. Você pode, por exemplo, tocar com dois dedos utilizando dois dedos de uma só mão ou um dedo de cada mão. Também pode utilizar os polegares. Muitos usuários opinam que o gesto do toque dividido é especialmente eficaz: em vez de selecionar um item e tocá-lo duas vezes, você poderá tocá-lo e manter pressionado um item com um dedo e, em seguida, tocar a tela com outro dedo. Tente utilizar técnicas diferentes para descobrir o que funciona melhor para você.

Para praticar os gestos: Em Ajustes, escolha Geral > Acessibilidade > VoiceOver e toque em Prática do VoiceOver. Quando acabar de praticar, pressione OK.

Veja abaixo um resumo dos gestos principais do VoiceOver:

Alguns dos gestos principais e suas funções..

  • Tocar: Fala o item.
  • Tocar duas vezes com um dedo: ativar o item.
  • Passar o dedo para a direita ou para a esquerda: Seleciona o item seguinte ou anterior.
  • passar dois dedos para cima: Lê tudo a partir da parte superior da tela.
  • Passar dois dedos para baixo: Lê tudo a partir da posição atual.
  • "Esfregar" com dois dedos : Mova dois dedos para trás e para frente três vezes rapidamente (fazendo um "z") para ignorar um aviso ou voltar para a tela anterior.
  • Passar três dedos para cima ou para baixo: Rola uma página de cada vez.
  • Passar três dedos para a direita ou esquerda: Ir para a página seguinte ou anterior.
  • Tocar com três dedos: Fala o estado da rolagem (qual página ou linhas estão visíveis).
  • Toque com quatro dedos na parte superior da tela: Selecione o primeiro item na página.
  • Toque com quatro dedos na parte inferior da tela: Selecione o último item na página.
  • Toque dividido: Uma alternativa para selecionar um item e o toque duplo é tocar um item com um dedo e, em seguida, tocar a tela com outro para ativar um item.
  • Toque duplo com dois dedos: Atende ou finaliza uma ligação. Reprodução ou pausa no iPod, YouTube, Gravador ou Fotos. Tira uma foto (Câmera). Inicia ou pausa a gravação da Câmera ou Gravador. Inicia ou para o cronômetro.
  • Para desbloquear o iPhone: Selecione o controle Desbloquear e toque duas vezes na tela.
  • Silenciar o VoiceOver: Toque duas vezes com três dedos. Toque duas vezes novamente com três dedos para reativar a fala. Para desativar somente os sons do VoiceOver, ajuste o controle Toque/Silencioso como Silencioso.
  • Ativar ou desativar a cortina de tela: Toque três vezes com três dedos. Quando a cortina de tela está ativada, o conteúdo da tela fica ativo sonoramente mesmo quando a tela é desligada. A cortina é apenas um escurecimento da tela para que outras pessoas não fiquem assistindo sua navegação em lugares públicos.
  • Você pode escutar as informações do estado do iPhone tocando o alto da tela. Esta informação pode incluir a hora, vida útil da bateria, força do sinal de Wi-Fi e outras.

Descrição de imagens.

Para os leitores terem uma ideia, todas as figuras, assim como o plano de fundo de tela desses aparelhos, têm suas imagens descritas, possibilitando-nos ouví-las: "Close de uma calça gins azul pespontada", "Casa em uma rua de paralelepípedos cinza", etc. Está aí um projeto completo de quem sabia o que estava fazendo, assim como para quem estava fazendo. Pessoas surdas oralizadas podem também usar IPhone e estão se comunicando por leitura labial, usando o facetime. Para as não oralizadas, que só se comunicam por sinais, usam o o mesmo recurso apenas ao invés de filmar seu próprio rosto para que seja lido pelo receptor das imagens, faz a lingua de sinais. Existe também o recurso do Rybená, que é um tradutor de português/LIBRAS (não vem no aparelho, mas pode ser instalado).

É claro que no início fiquei com um mal jeito diante da tela, ao ter de dar um toque com quatro dedos saía um toque com três dedos, por vezes um toque duplo de dois ou três dedos no segundo toque já estava com um dedo a menos, ao ter de passar o dedo da direita para a esquerda eu acabava apertando muito em algum ponto desse arrastar que o "passar o dedo" era um "tocar o dedo", que são coisas diferentes e eu quase achei que aquele negócio de toques e passar dedos não era para mim. Mão pesada, ficava nervoso e tremia, enfim, quis voltar para o meu Nókia bem tátil e falador... Mas, aos poucos, sem eu entender hoje como eu podia não conseguir, fui aprendendo a tocar, deslizar, com um, dois, quantos dedos e quantas vezes quisesse. E hoje estou aqui dando uma de garoto propaganda da Apple para vocês. E eu nem mencionei a navegação pelo Safari, navegador web do IPHONE, que aproveita toda a acessibilidade possível feita nos sites.

Nosso trabalho como pessoa com deficiência está em conscientizar que a acessibilidade nos meios de comunicação, entre eles a web, deve ser para todos. Assim, se os desenvolvedores web começarem a ter um pouco mais de consciência que ganharão mais pessoas em seus sites e sistemas, entre elas pessoas com deficiência e que isso representa lucro e, ao mesmo tempo, democracia digital, tenho esperança que iPhone, iPod e iPad crecerão cada vez mais, deixando antiquado tudo aquilo que não for acessível.

Palavra de cego. MAQ.

FONTE: Bengala Legal

sábado, 9 de outubro de 2010

Programadores cegos criam aplicação grátis usarem computadores

quarta-feira, 6 de outubro de 2010 por ajudas.com

Dois programadores informáticos australianos, ambos cegos, desenvolveram um leitor de ecrã gratuito, que permite a fácil utilização do computadores a pessoas com pouca visão ou cegueira.

A aplicação também está disponível em português.

A aplicação, chamada NonVisual Desktop Access (funciona apenas em Windows), é, para além de gratuita, de código-fonte aberto, o que significa que pode ser alterada por qualquer pessoa com os conhecimentos técnicos suficientes.

Uma voz sintetizada lê as palavras à medida que o cursor passa por elas. Para quem não utiliza esta tecnologia isto significa que ao passar o cursor sobre um ficheiroou texto, faz com se ouça o nome desse ficheiro. O mesmo acontece com os menus do sistema operativo ou das diferentes aplicações que o utilizador tenha abertas.

A aplicação tem também integrada uma forma de assinalar a posição do cursor, ao emitir um som cada vez mais agudo à medida que o cursor se aproxima do topo do ecrã.

O programa pode ser gravado e usado directamente a partir de uma pen USB. Não é por isso necessária a instalação no computador. Assim pode ser utilizado em computadores públicos, onde não seja possível instalar software, como acontece em escolas, por exemplo.

Um grupo de voluntários fez a tradução do NonVisual Desktop Access para mais de 20 línguas, entre as quais o português (do Brasil e de Portugal).

O projecto não tem fins lucrativos.
Conseguiu apenas um apoio financeiro da Fundação Mozilla, a organização por trás do browser Firefox.

A aplicação pode ser descarregada em www.nvda-project.org

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

SP sedia centro de TI para capacitação de pessoas com deficiência

IT Careers - Convergência Digital
:: Da redação :: 29/09/2010

São Paulo foi escolhida para sediar o primeiro Centro de Oportunidades Digitais Inclusivo no Brasil do programa Parcerias para Oportunidades de Emprego através da Tecnologia nas Américas (Poeta), mantido pela Trust for the Americas, entidade cooperante da Organização dos Estados Americanos (OEA). Este será o centésimo centro da rede, que já mantinha outros 99 espaços de inclusão digital na América Latina.

Destinado a prover capacitação no uso das ferramentas da Tecnologia da Informação para pessoas com deficiência e demais membros da comunidade da região metropolitana de São Paulo, o programa da Trust for the Americas tem o apoio da Microsoft e será implementado em parceria com a Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (AVAPE) e a Federação Nacional das Avapes (Fenavape). Pela iniciativa, o programa prevê oferecer inclusão digital e boas oportunidades a cerca de 4.600 pessoas com deficiência no Brasil nos próximos dois anos.

Segundo a Microsoft divulgou nesta quarta-feira (29), os centros são equipados com computadores, acesso à internet e alguns elementos básicos das Tecnologias Adaptadas, como ferramentas que permitem às pessoas com deficiência interagir com as tecnologias da informação. Por meio do uso dessas tecnologias e o suporte de um grupo especializado de instrutores capacitados, os centros oferecem a essa população alvo a possibilidade de retornar ao mercado de trabalho.

“Mudança significa movimento e é isso que a Fundação está gerando junto com a Microsoft e com a Avape, dando às pessoas com qualquer tipo de deficiência a oportunidade de mudar sua realidade”, comentou Linda Eddleman, diretora executiva da Trust for the Americas. “Os avanços sociais não são medidos por seus resultados, mas por seus processos. Encarregamo-nos de tornar realidade esse processo inovador, que estou certa que revolucionará a filantropia nas Américas”, completou a diretora. Hernan Rincon, presidente da Microsoft para a América Latina, diz que a Microsoft continuará investindo nas comunidades latinoamericanas para contribuir para a transformação da educação, proporcionar emprego e oportunidades e incentivar a inovação local.

FONTE:
http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=23896&sid=46

Análise de Acessibilidade dos Sites Oficiais dos Três Principais Candidatos à Presidência do Brasil.

Por: Lêda Spelta e Horácio Soares.
(Setembro 2010)

Acessibilidade na web é garantir que um site esteja disponível e possa ser utilizado a qualquer momento, de qualquer local, em qualquer ambiente físico ou computacional, a partir de qualquer dispositivo de acesso e por qualquer tipo de visitante/usuário, independentemente de sua capacidade motora, visual, auditiva, mental, computacional, cultural ou social.

A acessibilidade no ambiente digital é muito importante para as pessoas cegas, pois quando as barreiras são grandes, não conseguem ter acesso às informações e, na maioria das vezes, não possuem outra maneira de conseguir o que procuram.

Mas não é só a cegueira, outras deficiências visuais precisam de acessibilidade na web, como, por exemplo, nos cenários abaixo:

  • - Usuário com baixa visão utiliza um software ampliador de tela para fazer uma pesquisa na Internet sobre a crise econômica mundial.
  • - Usuário com problemas visuais moderados precisa aumentar o tamanho da fonte do texto para ler um jornal na web.
  • - Um programador daltônico, ao testar um programa web, precisa alterar o contraste para achar erros em aplicações JavaScript.

Além das pessoas com deficiência visual, usuários com deficiência motora, auditiva, cognitiva e de linguagem, e distúrbios do sistema nervoso [1] também precisam muito de acessibilidade na web (segundo censo em 2000 do IBGE, 14,5% da população brasileira tem algum tipo de deficiência).

Vejamos mais alguns cenários em que a acessibilidade é capital:

  • - Usuário com paralisia cerebral e grandes dificuldades motoras, utiliza apenas o teclado para navegar pela internet e atualizar seu perfil no Orkut.
  • - Deficiente motor, com um mouse adaptado, tenta fazer compras em um supermercado virtual.
  • - Tetraplégico, utilizando apenas um ponteiro na cabeça para acessar o teclado, procura por informações sobre células tronco no Google.
  • - Usuário destro com tendinite precisa fazer uma pesquisa na web para sua faculdade e utiliza com dificuldades o mouse com mão esquerda.
  • - Um jovem com problemas cognitivos procura na web por informações sobre seu esporte predileto.
  • - Profissional com deficiência auditiva realiza um treinamento à distância onde precisa assistir a vídeos.

Mas não são apenas as pessoas com deficiências, temporárias ou não, que precisam de acessibilidade na web. Dependendo do contexto, todos podem ser usuários de acessibilidade. Para ilustrar um pouco melhor esse conceito, abaixo são apresentados mais alguns cenários:

  • - Casal de idosos, já com alguma dificuldade em ler textos e que têm pouca experiência em Internet, tenta comprar passagens aéreas em promoção na web.
  • - Procurando melhorar a experiência ao acessar a internet pelo pequeno monitor do Netbook, homem com 50 anos aumenta a fonte dos textos utilizando seu navegador.
  • - Ao procurar informações sobre pós-graduação, uma jovem sente dificuldades em encontrar o que procura no site de uma universidade que possui uma a arquitetura de informação focada na estrutura organizacional da instituição.
  • - Uma criança, ainda em fase de desenvolvimento da linguagem, procura por um jogo na web.
  • - Usuário acessa pela primeira vez o sistema de webmail de seu provedor.
  • - Com conexão baixa (via linha discada), usuário tenta comprar um eletrodoméstico em um site de comércio eletrônico.
  • - Usuário italiano, sem fluência em português, procura informações sobre a cidade do Rio de Janeiro em um site de língua portuguesa.
  • - Usuário em movimento busca os horários do cinema em seu smartphone.
  • - Ao entrar no site de uma agência, um executivo não consegue acessar seu conteúdo, pois como o site foi todo desenvolvido na última versão do flash, o navegador precisa atualizar/instalar o plugin.
  • - Robôs de busca como o Yahoo, Google, BING, etc., que só indexam textos, procuram por sites com informações sobre a Copa do Mundo de 2010.

Principais Leis de Acessibilidade no Brasil.

Sancionado em dezembro de 2004, o decreto n° 5.296 [2], em seu capítulo VI, trata especificamente "Do Acesso à Informação e à Comunicação". O artigo nº47 determina que todos os sites e portais de administração pública na Internet deverão ter, obrigatoriamente, suas informações acessíveis para pessoas com deficiência visual.

Assinado em 25 de agosto de 2009, o decreto n° 6.949 [3] promulgou a Convenção Internacional da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Nova York, 30 de março de 2007), que passou a ter força de lei. Mais abrangente do que o nº 5.296, este decreto determina que todas as empresas e instituições, de administração pública ou privada, devem assegurar o acesso a informação e a comunicação a todas as pessoas com deficiência e, a elas, devem ser oferecidas as mesmas oportunidades oferecidas aos demais.

Autoria e Metodologia Empregada nesta Análise.

A análise de acessibilidade dos sites oficiais dos três principais candidatos à presidência do Brasil - em ordem alfabética: Dilma Rousseff [4], José Serra [5] e Marina Silva [6] - foi desenvolvida pelos especialistas em acessibilidade: Lêda Lucia Spelta e Horácio Pastor Soares, ambos sócios da Acesso Digital [7]. Empregando uma metodologia própria, que envolveu avaliações quantitativas e qualitativas, foram identificadas as principais barreiras de acessibilidade das páginas iniciais e de algumas páginas internas.

Os testes foram realizados entre os dias 6 e 16 de julho e quaisquer alterações realizadas nos sites após este período não foram contempladas nesta análise.

A descrição de todas as avaliações realizadas nesta análise, assim como seus respectivos resultados, encontram-se na planilha abaixo:
- Resultados das análises dos sites dos candidatos - 43kb (formato em XLS)

Resumo dos Resultados da Análise.

Independentemente das análises comparativas, cujos resultados serão apresentados a seguir, é fácil constatar que a acessibilidade do site não foi considerada por nenhum dos três candidatos. Na concepção e construção dos sites, não foram seguidos os padrões web do W3C (World Wide web Consorsion) [8], nem as diretrizes nacionais [9] e internacionais [10] [11] de acessibilidade. As barreiras de acessibilidade encontradas indicam que nenhum dos três sites foi testado pelos diferentes grupos de usuários que compõem o público alvo; todos apresentam barreiras significativas para que diversos grupos de usuários acessem o seu conteúdo integral e as suas funcionalidades. Resumindo, nenhum dos sites analisados cumpre as leis de acessibilidade.

A seguir serão comentados alguns resultados da análise, tais como a performance de download das páginas, erros de padrões web e de acessibilidade detectados por avaliadores automáticos, testes manuais em outras áreas dos sites, como as páginas de biografia dos candidatos, as áreas de contato, multimídia e comentários. Outro quesito muito importante, que também foi avaliado manualmente, é a acessibilidade e facilidade de uso da estrutura e navegação dos sites.

Performance dos sites

A utilização de páginas de Internet excessivamente pesadas pode representar barreira significativa, mesmo para usuários de banda larga. Mas essa barreira pode se tornar intransponível e economicamente inviável para usuários de Internet com linha discada e com dispositivos móveis com banda e processamento limitados. O Brasil é um país continental e os sites projetados deveriam atender em iguais condições os internautas de todas as regiões do Brasil, de norte a sul, oferecendo a todos o acesso facilitado às suas propostas de governo.

Mas não é o que acontece. Ao analisar as páginas iniciais dos três sites através de uma ferramenta automática [12] para avaliar o tempo de download das páginas web em diferentes conexões e utilizando como referência um acesso a internet de linha discada com velocidade de 56K (capacidade dificilmente alcançada neste tipo de conexão), os três sites apresentaram resultados preocupantes.

O site da candidata Marina Silva apresentou o menor tempo em segundos para carregar a sua primeira página (153 segundos), enquanto os sites de Dilma e de Serra levaram respectivamente 322 e 400 segundos para carregar. É importante observar que uma pessoa com deficiência visual só pode começar a ler e navegar por estes sites após o último elemento das páginas ser carregado.

Avaliações automáticas de acessibilidade e padrões web.

A página inicial de cada um dos sites dos três candidatos foi analisada utilizando softwares avaliadores de acessibilidade [13] [14] [15] e de padrões web [16] [17], que são programas que detectam o código de uma página web e fazem uma análise do seu conteúdo, baseados nas recomendações de padrões web e de acessibilidade do W3C.

A partir de um conjunto de regras, os softwares avaliaram o nível de acessibilidade das páginas iniciais dos sites, produzindo relatórios detalhados segundo três níveis de prioridades [18], dos quais os erros de nível 1 são os mais severos.

Todos os sites apresentaram erros de acessibilidade nas três prioridades, mas dentre eles, o site da candidata Dilma foi o que apresentou o melhor resultado nos três softwares utilizados. Por exemplo, nos erros de prioridade 1, que são os mais graves, a página inicial do site de Dilma apresentou uma média de 2 erros, enquanto as páginas de Marina e de Serra tiveram, respectivamente, as médias de 18 e 33 erros.

Os erros de prioridade 1 impedem que um ou mais grupos de usuários tenham acesso as informações, ou seja, tornam o site inacessível. Utilizaremos como exemplo a página inicial do site do Serra que, dentre as páginas analisadas, apresentou o maior número de erros de prioridade 1. Quando desabilitamos as imagens do site, o resultado é a tela abaixo, onde imagens e links com imagens não podem ser identificados, por não apresentarem nenhum conteúdo alternativo. Usuários com deficiência visual não têm acesso ao conteúdo das imagens, mesmo quando se trata da imagem de um texto.

Para ilustrar esse exemplo, publicamos abaixo, lado a lado, duas figuras mostrando a mesma parte da tela inicial do site do Serra. A figura da esquerda mostra a tela com as imagens normalmente habilitadas. Já a figura da direita, com as imagens desabilitadas, apresenta o conteúdo que é acessado pelos usuários com deficiência visual, que utilizam softwares leitores de telas para navegar. Como as imagens não apresentam texto alternativo, estes usuários não terão acesso à informação.

duas figuras de parte da página inicial do site de Serra, lado a lado. Uma das figuras está com as imagens desabilitadas

Multimídia.

Na área multimídia foi analisado o material de campanha disponibilizado em vídeo, áudio e fotos/imagens e, mais uma vez, fica claro que nenhum dos presidenciáveis se preocupou verdadeiramente com a acessibilidade.

Iniciando esta análise pelos álbuns de fotos e imagens, percebe-se rapidamente que nenhum deles está acessível, ou seja, as imagens publicadas ou não têm conteúdo descrito, ou ele não foi feito corretamente.

Por exemplo, nos sites do Serra e da Marina, as fotos não apresentam nenhum texto alternativo. Já no site da Dilma, as fotos têm texto alternativo, mas além de não descreverem o conteúdo das fotos, o texto usado como descrição é repetitivo, conforme imagem a seguir:

parte do site da Dilma com fotos com a mesma descrição

Já os conteúdos em vídeo publicados nos sites não apresentam legenda, não têm conteúdo alternativo ao vídeo disponibilizado em texto, nem na língua brasileira de sinais, nem estão disponíveis para download, o que poderia atender grupos de usuários em diferentes plataformas e dispositivos.

Além dos problemas já apontados acima, como os vídeos foram incorporados diretamente nos sites utilizando o “player” do Youtube [19], que é proprietário e não totalmente acessível, novas barreiras de uso surgem para alguns grupos de usuários.

Por exemplo, nos vídeos disponibilizados no site da Marina, um usuário cego, utilizando as tecnologias assistivas mais modernas disponíveis, só consegue ter acesso pelo teclado aos controles de “play/pause”. Nos vídeos do site da Dilma, o usuário também consegue dar “play”, mas depois que o vídeo começa a tocar, perde o seu controle. Já os vídeos encontrados na página do Serra, como não foram aplicados corretamente, o usuário nem consegue identificar a sua presença.

O último item multimídia analisado refere-se aos conteúdos disponibilizados em áudio. O site da Marina não apresentou conteúdo neste formato. No site do Serra, o player utilizado é inacessível para deficientes visuais. Já no site da Dilma, ele está parcialmente acessível. Para download, o usuário não é informado antecipadamente sobre qual é o formato do arquivo que será baixado, seu tamanho e duração.

Estrutura e navegação.

Alguns dos erros encontrados referem-se à acessibilidade da navegação. Nenhum dos sites analisados oferece facilidades para a navegação pelo teclado sem uso do mouse, como é o caso das pessoas cegas ou com dificuldades motoras. O site do candidato Serra, por exemplo, apresenta menus inacessíveis pelo teclado, além de ter uma estrutura e arquitetura de informação que não facilitam a orientação das pessoas cegas. Nenhum dos sites possui mapa de navegação, nem saltos diretos para o conteúdo da página, nem utiliza os títulos de forma estruturada. A consequência de tudo isso é que muitas pessoas terão que investir um tempo enorme para conseguir se orientar no site e ultrapassar estas barreiras, algumas intransponíveis, impedindo o acesso dessas pessoas às informações disponibilizadas para os demais cidadãos.

Mas, se considerarmos a navegação num sentido amplo, nem só quem usa exclusivamente o teclado encontrará dificuldades. Por exemplo, na página principal dos sites dos candidatos Serra e Marina, foram encontrados diversos links que não levam a lugar algum, ou melhor, que levam para uma página com mensagens de erro incompreensíveis para a grande maioria dos internautas.

Comunicação.

Em tempos de web 2.0, todos esperam que a plataforma web seja usada como uma via de mão dupla. É exatamente essa comunicação que torna a internet tão atraente e diminui todas as distâncias entre as pessoas e instituições, sejam elas geográficas, sociais, culturais, etc. Portanto, dos sites oficiais dos candidatos à presidência, esperávamos que o uso deste canal fosse o mais democrático possível, uma porta aberta à comunicação com todos os cidadãos brasileiros. Mas ao analisarmos os sites e os seus respectivos canais de comunicação, percebemos algumas falhas graves.

Apesar de todos os sites apresentarem em destaque a área de cadastramento do e-mail de seus usuários/eleitores e de solicitarem outros dados pessoais para a postagem de comentários, não foi encontrado em nenhum dos sites um número de telefone, nem um endereço físico ou eletrônico. A única forma de entrar em contato com os candidatos é através do canal Fale Conosco. Mas mesmo em um simples formulário de contato, os sites não conseguiram cumprir essa missão corretamente. O formulário no site da Marina Silva não está acessível para pessoas com deficiência visual, que utilizam um software leitor de telas. Já no site do Serra, o formulário está apenas parcialmente acessível, pois os usuários não conseguem selecionar os campos “estado” e “assunto”. No site da Dilma, o formulário está acessível, mas como a codificação utilizada foge às recomendações do W3C, pode criar algum problema para outros grupos de usuários.

Outro fator importante para a comunicação via internet na era da web 2.0 é a possibilidade dos usuários comentarem os conteúdos publicados em um site ou blog. No site do Serra, nenhum dos conteúdos pode ser comentado. No site da Marina Silva, é possível comentar tanto as diretrizes de governo, quanto as notícias e artigos publicados em seu blog, integrado ao site. Contudo, por paradoxal que possa parecer, o formulário para comentar no blog está acessível, mas o formulário para comentar as diretrizes do governo, está inacessível. Já no site da Dilma, apenas as notícias podem receber comentários, mas o formulário utilizado não é acessível. Além disto, o usuário precisa se identificar preenchendo outro formulário - que é aberto sobre a janela do navegador - cujo conteúdo está em inglês, conforme imagem a seguir:

Formulário de comentários inacessível e em inglês do site da Dilma

Biografia.

Não foi o objetivo deste trabalho analisar todas as páginas e levantar todas as barreiras de acessibilidade e usabilidade dos sites. Além da página inicial e dos itens já mencionados, foram analisadas as páginas de biografia dos candidatos, por sua relevância para a formação de opinião dos eleitores.

A biografia do Serra está completamente inacessível. Além de ser utilizado um formato proprietário (flash) [20], ele não foi desenvolvido com acessibilidade, nem apresenta conteúdo alternativo para ambientes que não suportem o flash. A imagem a seguir mostra a primeira página da biografia do candidato; porém, como o filme em flash ainda estava sendo carregado, o conteúdo não foi disponibilizado, mesmo em uma conexão de banda larga. Além disso, no final da imagem, em destaque, é possível ler o texto: “Clique sobre a barra e arraste para conhecer vários momentos importantes da vida e carreira do José Serra.”, ou seja, apenas usuários que utilizam mouse podem ter acesso à carreira do candidato.

tela da página da biografia de Serra em flash sendo carregado.

No site da Dilma encontramos uma grande imagem constituída por links mapeados. É possível navegar pelos links através do teclado, mas os conteúdos em texto exibidos na grande imagem, assim como as fotos apresentadas, não estão acessíveis.

Já na página da Marina, o conteúdo de sua biografia está acessível, com exceção da imagem com sua foto e o texto “Principal líder socioambiental no Brasil, Marina Silva é um exemplo de superação.”

Conclusões.

Este artigo, assim como a planilha de resultados com as principais barreiras de acessibilidade e usabilidade identificadas nos testes aplicados, não esgotam os problemas de acesso e uso apresentados pelos três sites dos candidatos a presidência do Brasil.

Para garantir que todos os erros fossem identificados, seria necessário que testes ainda mais detalhados fossem aplicados a um número maior de páginas e que fossem realizados testes de uso com outros grupos que compõem o variado público alvo de usuários interessados no governo do nosso país. Apesar disto, consideramos relevantes os resultados que apontaram muitas barreiras de acesso e uso por diferentes grupos de internautas.

É importante reafirmar que, apesar de alguns resultados diferenciados entre os sites, as barreiras identificadas são graves e não são exclusividade de um ou outro site de candidato, mas sim de todos os três. Pela análise, podemos garantir que não houve preocupação com acessibilidade na concepção e construção dos sites, e se houve alguma, certamente não foi implementada. Todos os sites apresentam barreiras primárias de acessibilidade e não oferecem nenhuma facilidade de uso aos grupos de usuários que, por exemplo, não podem fazer uso de mouse.

Apesar dos resultados, pelo conteúdo/programa apresentado, podemos perceber que há uma preocupação dos candidatos com a acessibilidade, inclusão, etc., mas infelizmente esse discurso não é refletido em seus sites oficiais.

Por exemplo, no site de José Serra, encontramos o seguinte trecho no discurso por ele proferido em 12/06, na convenção do PSDB, onde foi indicado para candidato à presidência: "A maioria dos brasileiros quer proporcionar às pessoas com deficiência física a condição de cidadania, com acessibilidade, educação, reabilitação e oportunidades profissionais. Eu também quero."

No site da candidata Marina Silva, encontramos o seguinte trecho nas Diretrizes de Governo publicadas, capítulo sobre Princípios e Valores:

"d. Transparência e livre acesso à informação - Mais do que abrir as informações sobre os gastos, é preciso dar transparência aos critérios para definição de prioridades de investimento e possibilitar à sociedade o acesso aos dados por meio de protocolos abertos."

No site da candidata Dilma, encontramos uma notícia publicada em 07/07/2010, mostrando que, quando o tema inclusão social é usado em discurso, há pouco cuidado e conhecimento quanto ao tema “cegueira”, que é utilizado pela candidata de maneira pejorativa, conforme o trecho a seguir:

‘A candidata à presidência, Dilma Rousseff, aposta na inclusão social como principal instrumento para transformar o Brasil em economia desenvolvida. Não perceber isso, afirmou, foi a maior “cegueira” dos governos que antecederam o PT.

“Nós acreditamos que a nossa força está nos 190 milhões de brasileiros”, afirmou Dilma em encontro com prefeitos e empresários da região de São José do Rio Preto, em São Paulo’.

Apesar disso, no programa provisório da “Coligação Para o Brasil Seguir Mudando”, entregue ao TSE no dia 5 de julho de 2010 e disponibilizado em formato PDF no mesmo site, encontramos o seguinte trecho: “...21. h) ampliação da inclusão digital, banda larga acessível a setores populares e difusão dos avanços científicos e tecnológicos;...”

Se a inclusão digital e social é uma meta real dos três candidatos e não uma mera promessa de campanha, esperamos que este compromisso se manifeste desde agora em atos objetivos, como a democratização dos seus sites e a não discriminação de grupos sociais, como, por exemplo, os deficientes visuais, auditivos e motores.

Referências

  1. [1] Livro: Usabilidade na Web: criando portais mais acessíveis – Claudia Dias, 2ª edição, Rio de Janeiro, Alta Books, 2007.
  2. Decreto Lei 5.296
  3. Decreto Lei 6.949
  4. Dilma Rousseff
  5. José Serra
  6. Marina Silva
  7. Acesso Digital
  8. W3C
  9. Recomendações de Acessibilidade para Construção e Adaptação de Conteúdos do Governo Brasileiro na Internet: eMag, Acessibilidade de Governo Eletrônico.
  10. WCAG 1.0 - Web Content Accessibility Guidelines 1.0.
  11. WCAG 2.0 - Web Content Accessibility Guidelines 2.0.
  12. Web Site Optimization
  13. DaSilva
  14. Hera
  15. eXaminator
  16. Markup Validation Service
  17. CSS Validation Service
  18. Priorities- WCAG - Web Content Accessibility Guidelines 1.0 (W3C)
  19. Youtube
  20. Adobe Flash

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Tecnologia da informação facilita inclusão de pessoas com deficiência

Encontro em Paris reúne especialistas da indústria tecnológica para debater metas internacionais voltadas à implementação de políticas de acesso à informação e conhecimento aos deficientes; segundo a Unesco cerca de 10% da população global tem algum tipo de deficiência

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.



Começou nesta segunda-feira em Paris um encontro promovido pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, para debater a facilitação da inclusão social para pessoas com deficiências através do uso da comunicação e tecnologia da informação.

O evento de dois dias reúne especialistas mundiais da indústria tecnológica, instituições educacionais e organizações não-governamentais.

Integração


Segundo a Unesco cerca de 10% da população global tem algum tipo de deficiência, a maioria em países em desenvolvimento.

A agência da ONU informa que as tecnologias da informação, com metodologias adaptadas, podem oferecer aos deficientes a capacidade de compensar limitações físicas ou funcionais.

O resultado é a ampliação das atividades disponíveis a essas pessoas e, como consequência, maior integração social e econômica nas comunidades.

Fundamentais

O especialista em tecnologia da informação da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Pedro Milliet, disse à Rádio ONU, de São Paulo, que as novas ferramentas são fundamentais para a acessibilidade dos deficientes visuais.

"Para o deficiente visual o acesso através de recursos de computação, da informação, o acesso de textos, o acesso de livros se torna muito mais amplo do que ele tinha até então que era o braille. Apesar de ser fundamental na vida de um deficiente visual, o braille tem dificuldade de portabilidade, você imagina que um dicionário tem mais de 50 volumes e tem dificuldade de produção, já que é uma opção cara", afirmou.

Setenta e nove países ratificaram a Convenção das Nações Unidas para os Direitos das Pessoas com Deficiências.

O objetivo do encontro em Paris é discutir como os Estados membros podem realizar metas internacionais voltadas à implementação de políticas, para permitir maior acesso à informação e conhecimento aos deficientes.

FONTE: RÁDIO DAS NAÇÕES UNIDAS